080: SOLVE ET COQUILHA
patrulha do destino por rachel pollack | sorteio | dindim | minha semana | páginas viradas
Da p. 40
“No princípio havia o princípio, e o princípio principiou.”
Da p. 52
PATRULHA DO DESTINO POR RACHEL POLLACK VOL. 1 é um daqueles quadrinhos que não sei como existe, nem como alguém decidiu que ia existir. Só sei que fui convidado a traduzir, que eu traduzi e que existe.
É uma coleção dos quadrinhos da Patrulha do Destino, superequipe da DC Comics, escritos pela autora Rachel Pollack. É o primeiro de três encadernados com essa descrição. Tem desenhos de muita gente: Richard Case, Linda Medley, Scot Eaton, Graham Higgins e outros.
Não são quadrinhos bons. Pollack, escritora de sci-fi e outras coisas, nunca tinha escrito HQ e começou por essas, há mais de trinta anos. Os desenhistas que ela tinha à disposição não ajudaram, às vezes prejudicaram o que já era confuso. É difícil entender onde a maioria das histórias quer chegar. Quando saíram pela primeira vez, causaram a queda nas vendas da revista da Patrulha até ela ser cancelada.
As tentativas de revitalizar a Patrulha na esteira de Pollack ignoraram ou apagaram o que ela escreveu. Num mercado onde tudo é republicado, recuperado, encadernado, a DC levou 27 anos para republicar a Patrulha do Destino fase Pollack. No caso, em um Omnibus, um livro de cem dólares, só para quem queria muito. Não vendeu: se encontra pela metade do preço.
São quadrinhos esquisitos. Não são bons, já falei. Mas ganham pelo que têm de esquisito.
Da p. 22
Da p. 73
Da p. 121
Em uma história, o vilão rouba coisas do mundo e deixa recibos. Uma geladeira vira um papel que diz “geladeira”, uma tigela com cereais vira um bilhete que diz “tigela com cereais”, uma mulher vira uma boneca de papel que diz “mulher” e cai no chão como uma boneca de papel.
Por que o vilão faz isso? Se entendi bem, ele opera uma lavanderia, onde vai lavar essas coisas que roubou antes de devolver. “Limpem-se. Limpem seu histórico. Purifiquem suas percepções”, ele diz. Você leva os recibos quando quiser retirar sua geladeira, sua tigela e sua mulher, lavados e purificados. Eu acho.
A Patrulha do Destino, que começa a coleção desmantelada, está em processo de recuperação com apenas três integrantes: o Homem-Robô, um cérebro humano em corpo de robô; a garota Dorothy Spinner, cujo ciclo menstrual afeta a realidade; e o Chefe, fundador da Patrulha que virou uma cabeça decapitada falante, que precisa viver numa cuba de gelo pra não ficar podre e que só toma milkshake.
Eles vão morar em um casarão no interior, onde conhecem um casal que vai entrar para o grupo - George e Marion, que são todos enrolados com ataduras, como múmias. Rola algum parada sexual esquisita na casa: eles escutam gemidos nas paredes, os quartos tem “objetos”, pequenos monstrinhos caminham pelos cantos, como mini-homens nus e mini-mulheres nuas usando máscaras de sapo e cavalgando miniporcos enquanto briga de minivassouras.
A Patrulha descobre que George e Marion operam um disque-sexo no porão. Todos os atendentes têm ataduras pelo corpo, igual a eles.
P. 134
No original, é a bandage people, ou “pessoal das ataduras”. É uma piada. Eles são das bandage porque são praticantes de bondage. (Chamei de “povo da bandagem” na tradução e deixei uma notinha para o editor: sim, era melhor dizer que eles usam “ataduras”, mas vamos com o sinônimo mais decalcado pra manter a piada.)
Mas a energia sexual que ronda a casa não vem do disque-sexo. Ela é sobrenatural. São “consciências de resíduo sexual”, explica o Chefe. “Ou a sigla C.R.S.”, complementa. Gente que morreu durante aventuras autoeróticas viraram fantasmas - que seguem com suas taras depois de mortos.
Falei que é um quadrinho esquisito.
(No original, “Consciências de Resíduo Sexual”, os C.R.S., são sexually remaindered spirits, ou S.R.S. É outra pegadinha de Pollack: S.R.S. também era uma sigla bem difundida na época para sex reassignment surgery, ou cirurgia de redesignação sexual. Tem uma personagem que vai estranhar a sigla, mais à frente - e transexualidade é um contexto importante da série, como já vou explicar. O caso é que, na tradução, tive que inventar uma sigla em que coubesse “cirurgia de redesignação sexual” e um nome que explicasse esse tipo de fantasminha. Daí “Consciências de Resíduo Sexual”.)
Da p. 112
Tem contexto para a esquisitice. Quando Rachel Pollack começou a escrever a Patrulha do Destino, a série estava saindo de quatro anos sob o comando de Grant Morrison, que tinha feito os gibis de hominho mais esquisitos até então. A Patrulha já tinha um certo histórico de esquisitice desde os anos 60, mas Morrison botou heróis com múltipla personalidade, heróis com depressão, vilões dadaístas, viagens por jardins borgeanos. Fez sucesso na época, de crítica e público.
Pollack foi convidada para substituir Morrison exatamente quando a série começou a sair pelo selo Vertigo, iniciativa de quadrinho adulto da DC. A Vertigo tinha outros roteiristas que não eram do meio, assim como ela, e a diretriz do selo era, de fato, fazer quadrinho que fugisse do gibi tradicional de hominho. Com muita liberdade, inclusive. E muita esquisitice.
Pollack fez exatamente o combinado e se desafiou: se a Patrulha do Destino de Morrison era esquisita, a dela seria mais. E venceu o próprio desafio.
P. 103
Entre os fãs, se comenta que Morrison não queria que Pollack assumisse a série. Melhor dizendo: ele queria que a série terminasse com sua saída e que ninguém assumisse a Patrulha. (A própria Pollack sugere isso numa entrevista.) A DC não topou. A editora combinou com Morrison, porém, que ninguém ia usar os personagens que ele criou, como Rebis e Crazy Jane. Por isso eles não aparecem na fase Pollack.
Supostamente, Morrison também se recusou a conversar com Pollack sobre a série. Não rolaram dicas, sugestões, ideias que ela podia usar, nenhuma troca de figurinhas. Morrison estava em fase rockstar dos quadrinhos, comprando castelo e viajando pelo mundo depois de enricar com Asilo Arkham e Spawn.
Pollack dá uma cutucada sutil em Morrison nas suas histórias da Patrulha. Tem um personagem do “povo da bandagem” que é Grande Redator - Gorgeous Riter no original. Todas falas de Grande Redator têm cinco palavras e formam acrósticos. Veja se você capta:
Da p. 130
Da p. 130
Da p. 141
Da p. 159
As primeiras letras de cada palavra nas frases de Grande Redator sempre são G, R, A, N e T. Não fazem muito sentido, nem na tradução nem no original, mas têm uma nesguinha de relação com a trama. E sempre formam G.R.A.N.T.
Isso também tem contexto. Na fase de Morrison, havia vilões que falavam por acrósticos: os Homens de N.E.N.H.U.R.E.S., ou Men from N.O.W.H.E.R.E. no original. Suas frases sempre formavam acrósticos de N.E.N.H.U.R.E.S. Assim como as falas de Grande Redator, são meio nonsense com uma nesga de relação com a trama.
(Não, o tradutor não recebe a mais por reinventar acrósticos. Devia.)
A cutucada é bem sutil, então não dá para depreender se Pollack guardava algum rancor de Morrison ou estava só zoando com o Gorgeous Riter. Perguntei para uma especialista em Morrison e Pollack, Elizabeth Sandifer, autora de LAST WAR IN ALBION - que tem um capítulo sobre a Patrulha de Pollack - e ela disse que Pollack tinha muito respeito por Morrison. Que eram amigos, inclusive - o que não a impediu de criticá-lo quando achava que devia. (Como ela fez com outro amigo, Neil Gaiman, pela representação trans troncha em Sandman: Um Jogo de Você. Que é outra história, para outro volume da Patrulha Pollack.)
Fiquei matutando quanto ao Grande Redator. Seria uma referência de Pollack àquela história em que Grant Morrison vira um membro do Esquadrão Suicida - identificado apenas como The Writer - e “morre” na primeira missão? De repente ele não morreu, ficou todo estropiado e por isso está cheio de ataduras…
Sandifer até considerou minha sugestão, mas não tem como confirmar se existe algum rastro de fato na minha teoria. O certo é que é uma cutucada no Gorgeous.
Da p. 180
A fase de Pollack com a Patrulha do Destino é lembrada acima de tudo por uma coisa: Kate Godwin, ou Coagula, a super-heroína trans que entra para a equipe. Não foi a primeira personagem trans nos quadrinhos, mas é a primeira em uma grande editora que virou parte do elenco de uma supersérie. Isso tem mais peso hoje do que teve na época.
Kate é uma trabalhadora do sexo que atende Rebis, o/a personagem “hermafrodita alquímico” da fase de Morrison (já era um gibi esquisito, eu falei), e ganha superpoderes. Seus poderes são o princípio alquímico solve et coagula - ela dissolve e une coisas. Tentou entrar na Liga da Justiça, mas diz que foi dispensada. “Acho que curtiram os poderes, mas não me curtiram”, ela conta.
Da p. 181
Rachell Pollack era transexual e lésbica. Mesmo que todo personagem carregue um pouco de quem escreve, Kate Godwin é um avatar mais escancarado. Ela ganha importância na série, dá algumas explicações sobre a vida trans para os colegas de Patrulha. É ela que fica perplexa quando ouve o Chefe chamando os fantasminhas na casa da Patrulha de “S.R.S.”. E Godwin é mais divertida que os outros personagens - a recusa dela em se identificar como super-heroína, ou usar trajes e codinomes, acaba contaminando a série. Eles são super-heróis, mas não são.
A primeira edição de Kate Godwin também é a introdução do vilão Coquilha, um incel que quer se vingar do mundo roubando bancos com seu pau-canhão.
P. 175
No original, o vilão chama-se Codpiece. No seriado de TV da Patrulha, ele tem uma aparição só e é chamado de Braguilha (na dublagem) ou pelo original Codpiece (na legenda). (No desenho animado da Arlequina, onde ele tem aparições de fundo, seu nome nunca é falado, até onde minha pesquisa deu conta.)
Não curti o nome “Braguilha”; o negócio ali não é um zíper. Meu editor, Fabiano Denardin, perguntou se eu tinha outra sugestão que não “Coquilha” para o nome. Falei “Porongo” e ele mandou um emoji de carinha derretendo. Então sugeri “Pistolão” - porque tem a ver com pênis e arma de fogo, que é o que temos na imagem - e ele resolveu voltar ao “Coquilha”. Meu batismo foi sacramentado.
Da p. 193
Tem também o Antenor, boneco falante que Dorothy encontra quando chega na nova casa da Patrulha. No original, o bonico diz que se chama “Child” (ou, como complementa, depois Inner Child: Criança Interior) e Dorothy o batiza de “Charlie”. Na tradução, ele se diz o “Interior” e, portanto, Dorothy o batiza de “Antenor”.
Da p. 98
Nessa mesma história, o título rendeu outro papo com meu editor. Que diabos é “E ROSE IN THE AUTOS”?
Da p. 96
Parece meio… latim? Mas não faz sentido nenhum em latim. Nas explicações que achei na internet, a conclusão é que “E ROSE” teria homofonia com “HEROES” e os “AUTOS” seriam referência ao autoerotismo, um dos temas da edição. Mas por que escrever desse jeito? É referência a alguma coisa literária, musical, filosófica? Não captei. Não captamos, eu e o editor. Solução: na tradução, o título ficou igual ao original.
Ainda tem as entidades com superpoderes que surgem de Dorothy quando ela está menstruada: a Petit Poá, o Pavão Por Vir, o Policial Complacente, a Ratoeira Suprema, o Estômago Visionário. Aqui, parece que a ideia é puro suco de dadaísmo.
Da p. 143
Ouvi o Waiting For Doom, podcast dedicado à Patrulha do Destino que fez alguns episódios sobre a fase Pollack. Eles também não entenderam várias das esquisitices pollackianas, então não ajudaram muito.
A edição brasileira saiu com agradecimento especial a Alexandre Mandarino, que é versado em tarô e magia. Rachel Pollack era uma grande, enorme, respeitadíssima estudiosa do tarô. Tem pelo menos três livros dela sobre tarô lançados no Brasil. Ela também foi a consultora e redatora do Tarô da Vertigo, que fez sucesso nos anos 90. Foi meu editor que pediu uma revisão técnica ao Mandarino para saber se não captamos alguma referência do tarô ou mágica nas histórias, e que merecia uma tradução mais apegada à tradição. Ele não encontrou nada.
É óbvio que esse é o tipo de tradução que merecia o contato com a autora para tirar dúvidas. Mas tem motivo para eu estar me referindo a Rachel Pollack sempre no pretérito: ela faleceu em 2023. Por um ano e pouco, esse papo não rolou. Acho que ajudaria.
Tem mais dois volumes de PATRULHA DO DESTINO POR RACHEL POLLACK pela frente. Não são quadrinhos muito bons, são quadrinhos bem esquisitos. Estou ansioso para me perder nessa esquisitice de novo.
Da p. 213
Da p. 136
PATRULHA DO DESTINO POR RACHEL POLLACK VOL. 1, de Rachel Pollack, Richard Case, Linda Medley, Scot Eaton, Eric Shanower, Tom Sutton, Stan Woch, Graham Higgins, Stuart Chaifetz, Tom Ziuko e Daniel Vozzo, panini [amazon]
(Não sei quando saem os próximos volumes.)
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agora, no Catarse:
FICCIONÁRIO, Horacio Altuna, risco (a campanha acaba na terça-feira!)
em março
LÚCIFER: EDIÇÃO DE LUXO VOL. 5, Mike Carey, Peter Gross, Ryan Kelly, Colleen Doran, panini
A BATATA FOLGADA, Jory John e Pete Oswald, harperkids
SONIC VOL. 13: A BATALHA PELO IMPÉRIO, Ian Flynn, Adam Bryce Thomas e vários, geektopia
CONAN, O BÁRBARO 6, Jim Zub e Roberto de la Torre, panini
CONAN, O BÁRBARO: A ERA CLÁSSICA vol. 8, James Owsley, Val Semeiks, Geof Isherwood e outros, panini
A ESPADA SELVAGEM DE CONAN 2, Jim Zub, Richard Case, Patrick Zircher, panini
STRANGER THINGS: ESPECIAL DE FÉRIAS, vários autores, panini
ZDM: EDIÇÃO DE LUXO VOL. 3, Brian Wood, Riccardo Burchielli, Kristian Donaldson, Nikki Cook, Ryan Kelly, panini (republicação - traduzi algumas histórias)
VAMPIRO AMERICANO: EDIÇÃO DE LUXO VOL. 1, Scott Snyder, Rafael Albuquerque, Stephen King, Roger Cruz, Sean Murphy, panini (reimpressão)
A tradução que eu estava chamando de PROJETO FANTAISMAS foi anunciada. É UNIVERSO DE SANDMAN: GAROTOS DETETIVES MORTOS, de Pornsak Pichetshote, Jeff Stokely e outros. Tem capas lindas, como essa. Sai em maio pela Panini.
em abril
RASL, Jeff Smith, todavia
CONAN, O BÁRBARO 7, Jim Zub e Doug Braithwaite, panini
CONAN, O BÁRBARO: A ERA CLÁSSICA VOL. 9, Val Semeiks, Michael Higgins, Ron Lim e outros, panini
STRANGER THINGS: CONTOS DE HAWKINS, Jody Houser, Caio Filipe, Sunando C, Giorgia Gio Sposito, Nil Vendrell, Dan Jackson, Nate Piekos, panini
SONIC VOL. 14: SOBRECARGA, Evan Stanley, Adam Bryce Thomas, Natalie Haines, geektopia
em maio
O UNIVERSO DE SANDMAN: GAROTOS DETETIVES MORTOS, Pornsak Pichetshote, Jeff Stokely, Craif Taillefer, Javier Rodríguez, Miquel Muerto, panini
CONAN, O BÁRBARO 8, Jim Zub e Doug Braithwaite, panini
OS INVISÍVEIS: EDIÇÃO DE LUXO VOL. 4, Grant Morrison e grande companhia, panini (tradução revisada)
ainda este ano
ESTÁ TUDO BEM VOL. 2, Mike Birchall, suma
GIBI S.A., Shawna Kidman, veneta
HAPPY ENDINGS, Lucie Bryon, risco
SAPIENS VOL. 3, David Vandermeulen e Daniel Casanave, quadrinhos na cia.
SONIC vol. 15, Ian Flynn, Adam Bryce Thomas e vários, geektopia
vem aí
HOW TO e WHAT IF 2, Randall Munroe, companhia das letras
KRAZY & IGNATZ VOL. 2: 1919-1921, George Herriman, skript
FEEDING GHOSTS, Tessa Hulls, quadrinhos na cia.
mais BONE de Jeff Smith (e amigos), todavia
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS e ATRAVÉS DO ESPELHO, Lewis Carroll
+ Adrian Tomine, Dan Clowes, Shaun Tan, Will Eisner, James Tynion IV, Joe Sacco, Laura Pérez
+ Gato Pete, Lore Olympus, Conan, Kull
etc. etc. etc.
Todas as minhas traduções: ericoassis.com.br
A semana foi curta. Começou na quarta-feira, lembra? Até tentei trabalhar no Carnaval, mas o colégio se recusou a aceitar as crianças durante o Carnaval.
Dediquei os poucos dias úteis da semana a ganhar um avanço na tradução do PROJETO DESAMOR. Traduzi 90 laudas, que foi um esforço.
Também engatei em mais um Omnibus do CONAN e saíram 207 páginas.
De CRUMB: A CARTOONIST’S LIFE, revisei um capítulo - dos longos - e está ficando lindo. É um baita livro, não vou cansar de repetir.
Também teve um servicinho urgente de cinco páginas para uma Edição Absoluta.
E a redação de mais um Lançamentos da Semana para o 2Quadrinhos:
No Notas dos Tradutores, lançamos um novo formato: o Notinhas. Pequenos programas onde nós ou um convidado comentamos um causo de tradução, sempre curto.
O primeiro episódio é com um convidado, Jotapê Martins, e tem menos de dez minutos. Ouça aqui.
E a semana, essa curta semana, acabou.
Fui tirar o pó de uns livros e virei algumas páginas para me lembrar. É da prateleira dos livros grandões e bonitos.
De KIRBY: KING OF COMICS, de Mark Evanier.
De LEAPING TALL BUILDINGS, de Christopher Irving e Seth Kushner.
De THE ARTIST WITHIN, de Greg Preston.
De REBUS, de James Jean.
De NEW YORK DRAWINGS, de Adrian Tomine.
De SMACK! O BEIJO NOS QUADRINHOS, de Gonçalo Junior.
Por Laura Athayde, aqui no Substack.
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Meu nome é Érico Assis. Sou jornalista e tradutor. Escrevo profissionalmente sobre quadrinhos desde 2000, traduzo profissionalmente desde 2009. Sou um dos criadores do podcast Notas dos Tradutores, colaboro com o canal de YouTube 2Quadrinhos e com o programa Brasil em Quadrinhos do Ministério das Relações Exteriores. Dou cursos de tradução na LabPub. E escrevo esta nius.
Publiquei dois livros: BALÕES DE PENSAMENTO 1 e 2, disponíveis em formato digital e físico na Amazon.
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E que você vire ótimas páginas até a semana que vem.



















































Comprei esse tal omnibus dessa fase da patrulha, é o único gibi importado que tenho na coleção. Meu inglês não é avançado mas nunca tive problemas em ler no idioma original, achei que conseguiria aproveitar a leitura sem problemas, terrível engano. Me confundia muito ao longo das histórias e deixava de entender muita coisa por não ter o costume da língua, a arte também só complicava o meu lado. Meu saldo final foi que abandonei a leitura lá último terço do gibi, já não aguentava mais ficar batendo cabeça pra entender. O curioso é que corri atrás da edição gringa justamente por ser muito fã da patrulha e achar que essa fase nunca sairia no Brasil, ironias do destino! Parabéns pelo trabalho, Érico.
Estou lendo esta fase da Rachell Pollack, é confusa mesmo. Parece que ela exagerou na dose de surrealismo e bizarrices.