084: NEM SEMPRE É BOM SER CONVENIENTE
filosofia do mamilo, de kael vitorelo | sorteio | dindim
Kael Vitorelo não dá bola se é chamado de ele ou ela. Nem de elu, embora não tenha o hábito. “Abdiquei de gênero”, ela diz.
“Uma coisa que me marcou foi a aula de gramática em que ensinaram que, quando se trata de um grupo de mulheres e homens, usa-se ‘eles’, mesmo tendo uma maioria de mulheres. Pode parecer besta, mas lembro de eu e outras meninas da sala nos sentirmos injustiçadas. Anos mais tarde, aprende-se como algumas escritoras escreviam no masculino para serem ‘universais’. Acho que é natural uma criança crescer e descobrir que não está no centro do universo. Mas a escola ensinava que o universo tinha um centro necessariamente masculino.”
Escolher – ou no caso, não escolher – o pronome de tratamento incide nas flexões dos substantivos e dos adjetivos. Vitorelo é o autor de TOMBOY, de JUDITE, de KIT GAY e também é a autora de FILOSOFIA DO MAMILO, lançado no ano passado pela Veneta. Foi esse último que motivou nosso papo.
“Usar pronomes masculinos na padaria ou no banco não significa aproximar-se do centro do universo. Mas sempre achei interessante como esses poderes existem, e irônico como eles pareciam invisíveis para os meus professores da escola.”
Não era para o tema ser este, os pronomes neutros, mas eu acabei puxando o assunto na entrevista porque lembro do meu primeiro papo com Vitorelo, via Twitter, quando ele me corrigiu quanto ao detalhe de um texto.
Tinha rolado mais uma polêmica sobre uso de pronome neutro em gibi de hominho e resolvi escrever uma coluna no Omelete sobre como eu tinha lidado com isso como leitor e tradutor. Aprendi os “pronomes Spivak” (e, em, eir) lendo a PATRULHA DO DESTINO de Grant Morrison (que depois traduzi) e, no texto, escrevi que hoje em dia esses pronomes estavam em desuso.
Vitorelo me lembrou que em GENDER QUEER – quadrinho que estava gerando discussões incendiárias na época, banido em escola dos EUA etc. –, Maia Kobabe usava os pronomes Spivak. Ou seja, não tinha como dizer que eles estavam em desuso. Eu ainda não tinha lido GENDER QUEER.
Mas o meu erro maior foi não ter aproveitado meu texto para citar o livro da própria Vitorelo, KIT GAY. Que eu já tinha lido e que é uma referência: se você estiver disposta ou confuso, KIT GAY dá uma explicação suave em quadrinhos e texto e infográficos sobre a sopa de letras LGBTQIA+, ideologia de gênero, linguagem neutra e outras coisas. Suave mesmo. Não é um cartilha que te pune por errar ou não saber, e sim um manual que ensina, parafraseando a própria Vitorelo, que não tem como errar se você tiver intenção de respeitar.
Tentei corrigir esse esquecimento na coluna seguinte no Omelete. E GENDER QUEER saiu no Brasil um tempo depois.
Naquele papo via Twitter, Vitorelo também me explicou que não é toda pessoa não binária que prefere pronomes neutros. “Em tempo”, ele disse na época, “sou uma pessoa não binária, mas uso pronomes quaisquer”.
O que levou a um papo mais demorado, este ano:
“Acho que, assim como eu fui descobrindo na escola a forma como a sociedade tratava os gêneros, eu descobri que era mulher. Até então, me chamar pelo pronome feminino era só uma ferramenta ensinada. Mas, se abdiquei de gênero, não me parece fazer sentido me apegar a um pronome masculino cuja hegemonia sempre me incomodou. Eu gosto e até prefiro estar entre um pronome e outro.”
Não foi só do gênero que Vitorelo abdicou. FILOSOFIA DO MAMILO é um quadrinho autobiográfico que trata de quando ele decidiu fazer uma mastectomia eletiva – ou “mamoplastia masculinizadora” – e eliminar uma característica feminina do próprio corpo.
Se fosse um processo fácil, talvez não tivesse virado uma história em quadrinhos. Deitar numa maca e deixar o cirurgião trabalhar, claro, não é o complicado – o procedimento cirúrgico merece uma ou duas páginas do quadrinho. O complicado foi chegar até lá. É isso que ocupa as outras cento e tantas páginas.
Você pode pagar uma cirurgia dessas do próprio bolso, mas ela é cara. Pode fazer no SUS, mas tem que esperar até oito anos. Planos de saúde deviam cobrir, mas a maioria nega o procedimento. Dá para processar o plano de saúde, o que geralmente dá certo. E foi o que Vitorelo fez.
E estou resumindo muito todo o processo burocrático que ela atravessou, que aparece com um pouco mais de detalhes no quadrinho.
Não vou dar spoiler sobre o caminho – que foi longo e que é o que faz o quadrinho ser o que é –, mas acho que não é spoiler dizer que, em fevereiro de 2025, Vitorelo completou dois anos de vida sem os seios.
Falei que no quadrinho ela se retratava com várias dúvidas sobre o procedimento. Sobre o futuro, por exemplo: quando e se ele quiser ter filhos? Ele me contestou:
“Eu não diria que eu tinha dúvidas sobre o procedimento em si. Na verdade, muitas vezes a sensação que eu tinha era a de que eu parecia estar melhor informada do que alguns dos profissionais com os quais eu precisei lidar. Em alguns momentos, cheguei a pesquisar por conta própria porque senti que não podia confiar neles, ou preferi recorrer a outras pessoas trans do que a profissionais da saúde. A primeira vista isso pode parecer pouco científico: recorrer a relatos anedóticos de outros pacientes em vez de a profissionais que estariam, em tese, apoiados por estudos e artigos revisados por pares. Mas na minha experiência com a própria ciência, ela também não é neutra e é cheia de vieses.”
Mas a dúvida é um tema mesmo quando é falta de dúvida. Ou quando não se pode ter dúvidas:
“Parte da minha frustração com todo esse sistema é que ele realmente não te permite muito espaço para duvidar: você precisa ter certeza do que é e do que quer, porque a incerteza te faz correr o risco de perder acesso aos seus direitos. O espaço da dúvida é um privilégio que fica reservado às hegemonias identitárias. Isso me preocupa especialmente em relação às crianças trans e às crianças que só querem experimentar com gênero, independente do que elas sejam, já que hoje o tema virou um campo de disputa acirrado.”
E existem, sim, algumas dúvidas:
“Hoje, me permito ter mais dúvidas sobre o futuro - especialmente sem um corpo médico e jurídico me julgando. É muito bom a liberdade pra duvidar de si! Porque, apesar de tudo, minha indecisão com o futuro sempre foi construtiva, não concordo com uma visão fatalista de fim de mundo. Quero construir um mundo melhor porque quero insistir em continuar nele.”
FILOSOFIA DO MAMILO é o tipo de quadrinho que conservador adora pegar de exemplo de material que vai deturpar “as nossas crianças”. Quase foi usado assim.
Em maio de 2024, dois vereadores de Belo Horizonte dedicaram-se a fazer vídeos de denúncia contra o Festival Internacional de Quadrinhos, o FIQ-BH, dizendo que o evento expunha conteúdo adulto e pornográfico a escolares. Era ano de reeleição.
Por mais que pese, sim, crianças serem um dos públicos-alvo do evento, colégios públicos levarem os infantes pro FIQ, o próprio FIQ ser feito com dinheiro público, existirem leis que proíbem exibir putaria para essa idade etc. etc. etc., os vereadores visivelmente queriam viralizar indignação com quadrinhos com temas LGBTQIA+, feminismo e religião. Destacaram PEQUENAS FELICIDADES TRANS, de Alice Pereira; BOY DODÓI, de várias autoras (incluindo Vitorelo); SATÃ AMIGO DAS CRIANÇAS BOAS, de Allan Sieber e Rafael Sica…
…e KIT GAY, de Kael Vitorelo. Um dos vídeos foca na mesa do quadrinista para destacar a capa amarela e o título grande. Em outro vídeo, um vereador diz que toda criança dos colégios visitantes ganha vale-livro para trocar no evento e, mostrando KIT GAY, vaticina: “[a criança] pode comprar isso aqui”. O mesmo vídeo mostra uma página do livro de Vitorelo que explica linguagem neutra.
“Meses depois, o próprio Nikolas Ferreira também fez um vídeo citando o KIT GAY”, lembra Vitorelo, “na tentativa de prejudicar a reeleição do Fuad Noman, prefeito de BH.”
Eu tinha lido há pouco tempo um levantamento muito bom do Comics Journal sobre a experiência de autores cujos livros foram “banidos” nos EUA. Embora se diga que ter um livro banido, proibido, perseguido etc. muito bem às vendas, não era a conclusão a que a autora do artigo chegava com les entrevistades. O que ela mais ouviu foi relatos de medo e de desgaste psicológico - não de lucro.
Foi a mesma experiência de Vitorelo.
“Esses vídeos não tinham meu trabalho e muito menos minha pessoa como alvo (e ainda bem), mas me fizeram refletir sobre o que esse tipo de exposição significa. Sei que outras pessoas pensam diferente de mim, mas eu não acredito que esse tipo específico de exposição dê um retorno expressivo em vendas, por exemplo. Como você pode imaginar, o meu público alvo não segue a Bia Kicis ou o Nikolas Ferreira.”
Não, claro. Mas e pelo inverso? Não tem quem procure KIT GAY ou FILOSOFIA justamente porque os conservadores demonizam?
“Tive uma experiência de venda muito boa no FIQ e esgotei o KIT GAY, mas não relaciono isso aos vídeos que foram postados durante o evento; pelo contrário: na verdade eu até tirei o meu banner [que destaca KIT GAY em letras grandes] nos últimos dias do evento, porque começou a rolar uma preocupação com segurança devido a alguns assédios a quadrinistas. Isso se somou a comentários violentos sendo postados no vídeo difamatório contra o FIQ. E vale mencionar que, no vídeo, a minha mesa aparecia junto às imagens de amigas artistas que ficaram impactadas, e com razão. Então foi muito preponderante um medo pela nossa integridade física, algo que jamais vivemos em um evento de quadrinho.”
Ele conclui: “No fim, eu achei que a situação não compensou o estresse. E, no geral, quem vinha comprar não estava sabendo do vídeo, foi um acontecimento muito localizado na bolha que vivemos, na cena dos quadrinhos.”
Por outro lado, ela diz, Alice Pereira esgotou PEQUENAS FELICIDADES TRANS. No próprio FIQ. Depois dos vídeos.
Vitorelo está preocupado com o que aconteceu no FIQ e o que pode acontecer com os eventos de quadrinhos dali em diante. “Me preocupa que os eventos, como resposta, passem a assumir algum tipo de medida protecionista pra evitar a fadiga. Eu sou contra separar área infantil e área adulta, ou áreas temáticas, acho problemático essa visão higienista e até moralista da arte, da literatura.”
KIT GAY não traz classificação indicativa na capa ou quarta capa. FILOSOFIA DO MAMILO diz “não recomendado para menores de 10 anos” na quarta capa. Foi “recomendação do jurídico”, ele conta, explicando que achou melhor não discutir.
“Tratando-se de um livro que fala de uma temática que se tornou um foco de disputa tanto da direita quanto da esquerda hoje, eu compreendo a necessidade de se proteger juridicamente. Mas, como artista e comunicólogo, me incomoda esses pequenos cerceamentos da arte em resposta ao movimento reacionário, que ironicamente reclama por liberdade de expressão.”
O caso no FIQ ainda teve uma repercussão pessoal, fora da bolha dos quadrinhos: uma amiga de infância de Vitorelo comentou no vídeo de Nikolas Ferreira, apoiando o deputado federal mineiro que é uma das figuras de proa do conservadorismo cristão.
“É engraçado, porque [eu e ela] mal temos contato hoje em dia. Achei que não fazia sentido cobrar explicações de alguém que, no fim, tem direito de apoiar o político que quiser. Mas estamos num mesmo grupo de WhatsApp, então existe aí uma ‘convivência digital’ que logo percebi que seria impossível se eu não expressasse meu desconforto.
Sem dúvidas ela se sentiu um pouco atacada, de início, mas depois foi muito genuína em me pedir desculpas, e em explicar que ficou sensibilizada com o vídeo porque ela trabalha com crianças. Ela me disse ainda que não concorda com tudo o que o Nikolas diz - acho que é um pensamento parecido com tanta gente que ‘se viu obrigado’ a concordar com o vídeo do Nikolas sobre a suposta taxação do pix. Eu não eximo a responsabilidade que a ‘audiência’ do Nikolas tem, assim como minha amiga tinha a capacidade de questionar o que estava vendo e pesquisar se qualquer informação dita ali era verdade. Mas saindo do plano individual para o coletivo, para a macropolítica, acho extremamente preocupante.”
A capa de FILOSOFIA DO MAMILO traz uma foto de Vitorelo, nu da cintura para cima, com intervenções de desenho sobre o corpo. Além das mamas desenhadas, seu rosto também é sintetizado em poucas linhas. Ela usa o mesmo método do desenho sobre fotos em algumas páginas do miolo. A ideia pode render algumas páginas de semiótica sobre autobiografia em quadrinhos: o que le autore mostra/apaga/desenha por cima quando fala de si/quando se desenha.
Além de conhecer muito de quadrinho autobiográfico – inclusive outros relatos pessoais de mastectomia, como THE WEIGHT OF THEM, de ND Stevenson, e UM NOVO CORTE DE PEITOS, de Lino Arruda –, Vitorelo também é formada em semiótica, o que deve ter rendido várias elucubrações na hora de pensar um quadrinho autobiográfico.
“Fiz tudo de forma bastante deliberada, tive uma consciência em me separar enquanto autor e personagem - apesar de se basear na minha vida e na realidade, o que está no livro não deixa de ser uma ficcionalização. Existem certas conveniências que tomei para garantir uma narrativa que corre mais suave para o leitor, e uma privacidade minha e das pessoas envolvidas na história. Acho que, nesse sentido, foi importante ter em mente qual era a história que eu queria contar. Aí ficou mais claro o que não era essencial para os fins do livro. “
Mas ela já foi reconhecido na rua.
“E foi muito estranho de repente me dar conta que um desconhecido sabia detalhes de um período específico da minha vida! Eu tinha considerado como seria lidar com isso no ambiente profissional, mas não em ambientes como, sei lá, na feira ou na imobiliária.”
No momento ela está dedicada a projetos como ilustrador e designer. O próximo quadrinho não tem pressa.
“Quero falar sobre solidão, raiva, trabalho, velhice e o próprio tempo... Mas não gosto muito de ir de um projeto grande para outro projeto grande. Acho importante deixar as coisas respirarem.”
FILOSOFIA DO MAMILO trata de um tema polêmico, como Vitorelo sabe e o quadrinho retrata. Embora ela esteja ciente das implicações políticas, morais, religiosas e outras que se enroscam com a transsexualidade e a não binariedade – e, de novo, o quadrinho também aborda isto –, é marcante como FILOSOFIA puxa o leitor para a questão íntima, individual, uma pessoa com uma vontade e um objetivo independente de todo esse macro.
Sim, o pessoal é político e dá para dizer que “o sistema” que entrava Vitorelo é um personagem do livro. Mas a questão central do quadrinho é o que você ou eu ou ele ou ela queremos à revelia dessas forças gigantes ao redor. E nisso, de ser específico e individual, dela e dele, volta a falar de mim e de você. E, claro, de política.
Tem a ver com uma história que ele me contou no final da entrevista, que volta ao tema de como ela lida com os pronomes:
“Eu não costumava usar o pronome não binário ‘elu/delu’ por falta de hábito, ele não me vem naturalmente e por isso não costumo usar. E eu não usava em absoluto, até uma entrevista que dei para a TV aberta há um tempo. A jornalista me perguntou meus pronomes, e eu disse que tanto faz. Ela foi insistente e falou que eu tinha que escolher de qualquer jeito. Respondi que ela podia, então, usar o pronome não binário. Mas ela se recusou: disse que a TV não estava pronta para isso.
Foi aí que me dei conta do quão político esse pronome realmente é: eu só tinha escolhido o pronome não binário porque a jornalista foi insistente. Mas quando eu finalmente escolhi, minha opção não era cabível. Eu tinha sido convidade a falar sobre o meu próprio trabalho em um contexto de arte LGBT+. Se aquele não era o espaço para usar o pronome que eu quisesse, qual seria? Percebi que esse pronome acaba sendo também um teste pra ver quem realmente é seu aliado, porque é conveniente ser uma pessoa não binária que usa pronomes ele/ela.
Mas nem sempre é bom ser conveniente.”
FILOSOFIA DO MAMILO, de Kael Vitorelo [amazon] [veneta]
KIT GAY, de Kael Vitorelo [amazon] [veneta]
Também citados no texto:
BOY DODÓI, de várias autoras [amazon] [bebel books]
GENDER QUEER: MEMÓRIAS, de Maia Kobabe [amazon]
UM NOVO CORTE DE PEITOS, de Lino Arruda [lino arruda]
PEQUENAS FELICIDADES TRANS, de Alice Pereira [instagram]
SATÃ, AMIGO DAS CRIANÇAS BOAS, de Allan Sieber e Rafael Sica [amazon]
THE WEIGHT OF THEM, de ND Stevenson [gratuito no gumroad]
Hoje a virapágina é mais curta porque estou viajando e sem muito tempo.
Agradeço de novo ao Vitorelo pela entrevista - que levou quase seis meses, todos de demora da minha parte.
Mas não vou embora sem fazer o sorteio entre colaboradores que prometi sempre no início do mês: o sorteio viroumês da virapágina, pode ser?
Como já rolou na primeira virapágina de março, a edição 080, em toda primeira newsletter do mês vou sortear um nome entre os assinantes que colaboram com o plano anual ou mensal da virapágina. O sorteado ou sorteada será avisado por e-mail para escolher um entre cinco livros/quadrinhos que eu sugerir, e receber o presente em casa.
Regras:
O sorteio é realizado no sorteio.com com os e-mails de todos assinantes-colaboradores.
Só participa quem é colaborador mensal da virapágina há mais de três meses (se você assinar hoje, começa a concorrer no sorteio de agosto) ou se optou pelo plano anual.
Quem ganhar no sorteio só concorre novamente daqui a um ano.
Os envios só podem ser feitos para endereços no Brasil.
Este mês, o sorteado ou sorteada pode escolher um dos livros/quadrinhos abaixo. Todos são traduções minhas. Tem mais informações se você clicar nas capas:
O vencedor deste mês é Cristiano Cezar, que assina a virapágina desde dezembro de 2024! Obrigado e parabéns, Cristiano. Entro em contato logo depois que essa edição sair.
No fim de abril tem mais um sorteio só para colaboradores: pela parceria todavia + virapágina, vou sortear dois livros: A VINGANÇA DAS BIBLIOTECAS e mais um exemplar de RASL.
E, na primeira newsletter de maio, tem mais um sorteio viroumês virapágina.
Se interessou, vire colaborador:
Os links abaixo são de trabalhos meus que foram lançados há pouco tempo ou que serão lançados em breve. Comprar pelos links da Amazon me rende uns caraminguás. Se puder, use os links. As datas podem mudar a qualquer momento e eu não tenho nada a ver com isso.
agora, no catarse:
HAPPY ENDINGS, Lucie Bryon, risco
(você pode apoiar a campanha comprando HAPPY ENDINGS com outras traduções minhas para a Risco, como NOVEMBRO, LADRAS, ÔNIBUS e FICCIONÁRIO)
em abril
RASL, Jeff Smith, todavia
FICCIONÁRIO, Horacio Altuna, risco
LÚCIFER: EDIÇÃO DE LUXO VOL. 5, Mike Carey, Peter Gross, Ryan Kelly, Colleen Doran, panini
CONAN, O BÁRBARO: A ERA CLÁSSICA VOL. 9, Val Semeiks, Michael Higgins, Ron Lim e outros, panini
STRANGER THINGS: CONTOS DE HAWKINS, Jody Houser, Caio Filipe, Sunando C, Giorgia Gio Sposito, Nil Vendrell, Dan Jackson, Nate Piekos, panini
SONIC VOL. 14: SOBRECARGA, Evan Stanley, Adam Bryce Thomas, Natalie Haines, geektopia
em maio
O UNIVERSO DE SANDMAN: GAROTOS DETETIVES MORTOS, Pornsak Pichetshote, Jeff Stokely, Craif Taillefer, Javier Rodríguez, Miquel Muerto, panini
CONAN, O BÁRBARO 8, Jim Zub e Doug Braithwaite, panini
OS INVISÍVEIS: EDIÇÃO DE LUXO VOL. 4, Grant Morrison e grande companhia, panini (tradução revisada)
SONIC VOL. 15: GUERRA URBANA, Evan Stanley, Adam Bryce Thomas, Natalie Haines, geektopia
em junho
SAPIENS VOL. 3: OS MESTRES DA HISTÓRIA, Yuval Harari, David Vandermeulen e Daniel Casanave, quadrinhos na cia.
em julho
GUERRA EM GAZA, Joe Sacco, quadrinhos na cia.
ainda este ano
ESTÁ TUDO BEM VOL. 2, Mike Birchall, suma
GIBI S.A., Shawna Kidman, veneta
O ESPELHO DOS SONHOS, Paul Kirchner
ÔNIBUS 2, Paul Kirchner
TOTEM, Laura Pérez, nversos
LIMBO, Deb JJ Lee, nversos
vem aí
HOW TO e WHAT IF 2, Randall Munroe, companhia das letras
KRAZY & IGNATZ VOL. 2: 1919-1921, George Herriman, skript
FEEDING GHOSTS, Tessa Hulls, quadrinhos na cia.
mais BONE de Jeff Smith (e amigos), todavia
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS e ATRAVÉS DO ESPELHO, Lewis Carroll
+ Adrian Tomine, Dan Clowes, Shaun Tan, Will Eisner, James Tynion IV
+ Gato Pete, Lore Olympus, Conan, Kull
etc. etc. etc.
Todas as minhas traduções: ericoassis.com.br
O que você acha de apoiar a virapágina para ela continuar saindo toda semana?
Custa só R$ 16 por mês ou R$ 160 por ano.
E já ouviu falar dos sorteios para quem colabora com uma assinatura paga? Todo mês, uma tradução minha para os colaboradores! Teve sorteio na edição 80 e nesta.
E mais: com a parceria todavia + virapágina, você pode ganhar um quadrinho da Todavia todo mês. Mais detalhes nessa edição extra.
Você também pode dar uma assinatura virapágina de presente a quem você acha que vai gostar:
Meu nome é Érico Assis. Sou jornalista e tradutor. Escrevo profissionalmente sobre quadrinhos desde 2000, traduzo profissionalmente desde 2009. Sou um dos criadores do podcast Notas dos Tradutores, colaboro com o canal de YouTube 2Quadrinhos e com o programa Brasil em Quadrinhos do Ministério das Relações Exteriores. Dou cursos de tradução na LabPub. E escrevo esta nius.
Publiquei dois livros: BALÕES DE PENSAMENTO 1 e 2, disponíveis em formato digital e físico na Amazon.
Tem mais informações no meu website ericoassis.com.br.
Se gostou da edição, por favor, compartilhe. Encaminhe o e-mail ou espalhe o link por aí.
E que você vire ótimas páginas até a semana que vem.






















Defendo muito o uso da linguagem neutra em todo lugar possível, pela mesma razão. Pra quem se lembrem que a gente existe, e que estamos em todo lugar
Ler sua newsletter é um martírio, pois fico MORRENDO DE VONTADE de ler todos os quadrinhos, e não tenho condições de comprar nenhum.
Esse em especial eu já desejo desde que lançou. Vai ser uma leitura que farei um dia com toda certeza.