086: CEM FRITAS DE SOLIDÃO
a batata folgada | meu curso na labpub | dindim | minha semana | páginas viradas
A protagonista de A BATATA FOLGADA é: uma batata.
E ela é uma batata folgada. Sua vida é ficar sentada no sofá assistindo tevê, jogando videogame, comendo, lendo. Sempre com o cachorrinho do lado.
Ela investiu nessa vida de folgada. Além dos controles de todos os aparelhos, ela tem botões no próprios sofá que acionam geringonças para fazer tudo que ela precisa. De trazer comida até pintar suas unhas e pentear os três fios de cabelo.
Do sofá, ela até socializa, pois conversa com os amigos - “meus chapas-chips, meus parças-palha” - usando os telas.
Até o dia em que acontece uma coisa (não vou dar spoiler) e a Batata Folgada tem que repensar sua vida.
A BATATA FOLGADA é um livro de Jory John (texto) e Pete Oswald (ilustrações). Faz parte da coleção “Esquadrão do Rango”, que inclui O FEIJÃO MANEIRO, O OVO BONZINHO, A UVA AZEDA e A SEMENTINHA DO MAL, dos mesmos autores. Foram lançados pela HarperKids, da HarperCollins Brasil, têm 40 páginas cada um e são recomendados para leitores ou pré-leitores de quatro a sete anos.
Eu traduzi A BATATA FOLGADA. O original The Couch Potato já foi entregue para mim com o título em português resolvido - e bem resolvido.
Já comentei muito na virapágina o quanto gosto de traduzir livros para público infantil e infantojuvenil. Traduzi vários desde o início da carreira de tradutor, quando a Companhia das Letrinhas me surpreendia com caixas de livrinhos em inglês com o prazo de entrega da tradução em um post-it na capa.
As “honrarias” de tradução que eu tenho vieram, quase todas, de traduções infantis e infantojuvenis. Não são prêmios: são livros que ganharam o selo “Altamente Recomendável” na categoria Tradução/Adaptação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Eles gostam muito dos livros do Peter Sís.
Fiz várias traduções de infantis e infantojuvenis para a Usborne, algumas para a Darkside/Caveirinha e mais umas para outras editoras. Nos últimos três anos, traduzi uma sequência desses livrinhos para a HarperKids que já passou da dúzia. Metade é do sucesso internacional anti-stress/fique de boa O GATO PETE - sucesso comprovado entre todas as mães com quem eu já falei.
E aí chegou A BATATA FOLGADA.
O prazer e o terror de traduzir livros para primeiros leitores - ou para os pais lerem para os filhos - é que eles enganam pelo tamanho.
São livros de pouquíssimas páginas e pouquíssimo texto. A BATATA FOLGADA tem o total de 900 palavras. Na média, dá 25 palavras para cada uma das quarenta páginas. O texto, só o texto do livro, enche três páginas do Word com espaço duplo. É nada.
Mas é nessa miséria de texto que começa o terror. Primeiro porque, se a página vai ter só 25 palavras, é bom que essas 25 palavras sejam muito bem escolhidas.
Palavras pensadas quanto às correspondências inglês-português, pensadas quanto à cadência, quanto à fluidez, quanto à lógica interna do livro. E até aí são como qualquer tradução.
Mas também pensadas quanto ao público que está começando a ler, com seu léxico em formação, leitores que muitas vezes vão ler em voz alta, leitores que podem estar abrindo ou ouvindo seu primeiro livro na vida. Um dos primeiros, com certeza. Pense bem nessas 25 palavras, tradutor, porque o autor também escolheu bem.
Essa é a primeira camada de dificuldade. A segunda não é de todo livro, e naõ foi o caso do BATATA, mas é frequente: rimas. Linguagem musicada, poética, com assonância e métrica, que sai redondinha, quase cantada, quando você lê no original. E que, na tradução ideal, tem que fazer tudo isso em português. E caber no mesmo espaço.
(Lembro do meu pânico quando recebi SCIENCE VERSE, ou CIÊNCIA EM VERSOS, de Jon Scieszka e Lane Smith, com aulinhas de ciência em poeminhas. Como se traduz, quando você não tem experiência nenhuma como poeta, músico, contador de histórias, trovador, repentista, nada? Quando me perguntam isso, a resposta é: respirando fundo e tendo muita paciência.)
BATATA FOLGADA não tem rimas, mas tem outro terror tradutório comum a essa categoria de livros: jogos de palavras. Que normalmente também são, como estamos tratando de livros ilustrados, jogos de palavras e imagens. E foi aí que BATATA FOLGADA virou bem mais do que escolher 25 palavras bem escolhidas para cada página.
A protagonista batata mostra seus seriados preferidos na tevê: FRIES, MAD YAM e M*A*S*H*E*D POTATOES.
Haha.
O livro foi lançado em inglês em 2020. Não se espera que leitores gringuinhos de quatro a sete anos captem as referência a FRIENDS, MAD MEN e M*A*S*H. São piadinhas/trocadilhos com versões batatescas de seriados famosos, mas que só vão funcionar, talvez, com os pais que lerem o livro. No caso de M*A*S*H/M*A*S*H*E*D POTATOES, com os avós.
O caso é que, na tradução, elas têm que fazer sentido em português. E virar piadinhas/trocadilhos que funcionem, assim se espera, com pais (ou avós) do Brasil.
FRIES não é problema. FRITAS, adaptando o logotipo de FRIENDS, resolve. Próximo.
MAD YAM é literalmente “inhame louco”. No Brasil, MAD MEN é… MAD MEN. (Parece que foi exibido em algum canal com o título MAD MEN: INVENTANDO VERDADES, mas nunca ouvi alguém usar o subtítulo). Não acho que leitor brasileiro vá captar a piada com “MAD YAM”, fora na sonoridade.
“MAD INHAMEN”? Acho que não.
Tenho um .txt com a listinha de palavras que pesquisei e anotei pra provocar ideias de associações batatescas:
Tubérculo.
Cucurbitácea.
Batatudo.
Batata quente.
Batatal.
Batatada.
Inhame.
Cará.
Fécula.
Amido.
Pão de batata.
Batata rosti.
Batata cozida.
Batata sorriso.
Fritata de batata.
Chips.
Batata palha.
Bolinho de batata.
Salada de batata.
Salada de maionese.
Maionese.
Acho que o estalo veio aí.
Maionese Mad Men?
Foi minha propsota e a editora topou. Próximo.
M*A*S*H*E*D POTATOES. Literalmente, PURÊ DE BATATAS. É simples e brilhante no inglês. Uma tradução literal, porém, mata qualquer referência ao seriado.
M*A*S*H foi exibido de 1972 a 1983, e eu só conheço o seriado de ver propagandas no início da TV a cabo no Brasil, nos anos 1990. Nunca assisti um episódio. Conheço de fama e conheço a trama. Não sei o quanto é lembrada por sessentões e setentões no Brasil. De qualquer modo, o que fazer com esse título de um jeito que mantenha referência batatesca que se identifique em português?
Pensando bem, podia fazer referência a qualquer seriado militar, que combinasse com o bonequinho símbolo: a batata amassada com um capacete.
Então, fui anotando:
P*U*R*Ê (fãs de M*A*S*H vão reconhecer só pelos asteriscos?)?
PELOTÃO DO PURÊ?
GUERRA DO PURÊ?
E me decidi por… BAND OF BATATAS.
Acompanhada de uma longa nota para a editora.
Penei bastante para chegar nessa solução, mas ainda não estou 100% satisfeito.
O original faz referência a um seriado antigo e, até onde eu sei, pouco lembrado no Brasil: M*A*S*H. Por isso busquei outro seriado que trate de guerra na adaptação.
A ideia do trocadilho é que (1) faça referência a um seriado de TV famoso e (2) este seriado seja de guerra/soldados, visto o capacete de infantaria na ilustração. Opcionalmente, (3) que faça referência a purê de batatas.
Vale lembrar que M*A*S*H é um seriado dos anos 1970 (1972-1983, para ser exato), então é o tipo de piada/trocadilho que, no original, só funciona com os pais (ou avós) do público-alvo deste livro. A adaptação, portanto, não está obrigada a se conectar com as crianças.
Outras opções de adaptação do trocadilho:
BAND OF BROTOS
P*U*R*Ê (piada muito forçada, que só tem alguma graça se o leitor conhecer o duplo sentido forçado em inglês de M*A*S*H)
GUERRA DO PURÊ (genérico, sem referência a seriado algum)
BATATALHA NAVAL (também)
E a editora bateu o martelo em:
Uma página resolvida. Vamos pra próxima.
Nossa personagem batata também gosta de ler no sofá. E o livro que aparece na sua mão é…
THE CATCHER IN THE FRY.
The Catcher in the Rye - ou O apanhador no campo de centeio - em versão batatesca.
Tenho anotado na minha primeira versão da tradução:
A SANGUE FRITAS.
O ESPIÃO QUE VEIO DAS FRITAS.
HAKUNA BATATA.
CEM FRITAS DE SOLIDÃO.
O FRITADOR NO CAMPO DE BATATAS.
TRISTE FÉCULA DE POLICARPO QUARESMA.
AO VENCEDOR, AS FRITAS.
Fiquei com a última. Que não é referência a um título, eu sei, é uma referência a “ao vencedor, as batatas”, frase do Quincas Borba de Machado de Assis.
Aliás, o livro na mão do Batata podia ser só “Ao vencedor, as batatas” e já teríamos (1) referência a batatas e (2) adaptação de literatura norte-americana para brasileira, o que acho legal, e (3) zero necessidade de inventar um título.
Mas a capa do livro é uma porção de batatas fritas. E, como ficou claro até aqui, não vou mexer nas ilustrações. Por isso, “Ao vencedor, as fritas”. Acho que quem precisa sacar vai sacar.
Acompanhava outra longa nota para a editora:
O original “The Catcher in the Fry” faz referência ao livro “The catcher in the rye” - “O apanhador no campo de centeio” no Brasil.
Mas não achei um bom trocadilho batatesco que use “O apanhador no campo de centeio”...
Para adaptar na tradução, entendo que não seja importante qual é o livro que a Batata Folgada está lendo nesta cena, desde que (1) o título do livro faça trocadilho com uma obra famosa da literatura e (2) o título tenha ligação com batatas fritas, já que é a ilustração da capa.
Tal como nos trocadilhos com seriados de TV na p. 15, não é uma piada para o público-alvo infantil do livro, e sim para os pais.
Minha primeira opção de adaptação do trocadilho, “Ao Vencedor as Fritas!”, rouba um pouco porque não faz trocadilho com um nome de livro, mas sim aproveita uma frase famosa da literatura brasileira: “Ao vencedor as batatas!”, do “Quincas Borba” de Machado de Assis. Ainda assim, é a minha preferida.*
Outras opções que eu bolei:
“O espião que veio das fritas” (“O espião que veio do frio”, John Le Carré)
“Cem fritas de solidão” (“Cem anos de solidão”, Gabriel García Márquez - embora talvez não seja legal falar de “solidão” neste livro…)
“Em busca do ketchup perdido” (“Em busca do tempo perdido”, Marcel Proust)
“A sangue fritas” (“A sangue frio”, Truman Capote - mas falar de sangue em um livro infantil, não, né...)
“Vidas Fritas” (“Vidas Secas”, Graciliano Ramos)
Também sugiro como opção somar o nome do autor à capa do livro para guiar o leitor na piada (ex: Cem fritas de solidão, García Márquez; Vidas fritas, Graciliano).
*Caso vocês também gostem de “Ao vencedor as fritas!”, mas tenham receio por não ser referência a um título de livro, tem mais uma opção: espelhar toda a ilustração das páginas 36-37, de modo que a batata fique do lado esquerdo da página e o texto do lado direito - e que seja a quarta capa do livro, e não a capa, que fique virada para o leitor.
Na quarta capa, seria mais condizente aparecer "Ao vencedor, as fritas!" em uma edição (mundo-batata) de “Quincas Borba”.
A editora ficou com uma das opções B:
São dois momentos da tradução, duas páginas do livro. Tem mais alguns trocadilhos no meio do texto ou nas imagens - a batata assiste ao filme Goodnight, Spud, que virou Boa Noite, Meu Amido -, mas são esses dois que ficaram na minha lembrança. E renderam essas anotações para mim mesmo e para a editora.
O que eu acho muito importante ressaltar, pensando que isso aqui pode ser lido por interessados em traduzir, é que nenhuma dessas soluções levou o tempo que você levou para ler esse texto. Não levaram horas, nem levaram um dia. Levaram vários dias, várias versões da tradução, várias anotações, várias tentativas, vários momentos de pensar em outra alternativa, iluminações no meio do banho, caminhando na rua ou olhando para uma batata. De modo que traduzir um livrinho de 900 palavras virou, fácil, um projeto de três semanas.
Todos os livros infantis e infantojuvenis que traduzi, independente da quantidade ínfima de texto que tinham, levaram semanas. Ou meses.
O que não quer dizer que não fiz outras coisas, outras traduções, nessas três semanas de BATATA FOLGADA ou nas semanas dos outros projetos. Fiz. Mas ter essas semanas para pensar, repensar, julgar e rejulgar as poucas palavras e os trocadilhos e os joguinhos e as batatas - e as rimas, quando tem rimas - é essencial para o subconsciente criativo chegar em opções.
Agradeço à HarperKids/HarperCollins pelo convite para traduzir A BATATA FOLGADA e, em todos os trabalhos como este, saber que o prazo não pode ser equivalente à mixaria de páginas do livro. Agradeço também por baterem o martelo. Ninguém traduz um livro sozinho.
Como diria a Batata Folgada a um amigo - numa anotação que eu acabei não usando no livro - “é nóis na frita”.
Citados no post:
A BATATA FOLGADA, de Jory John e Pete Oswald, harperkids [amazon]
O FEIJÃO MANEIRO, de Jory John e Pete Oswald (tradução de Paula di Carvalho), harperkids [amazon]
A SEMENTINHA DO MAL, de Jory John e Pete Oswald (tradução de Paula di Carvalho), harperkids [amazon]
A UVA AZEDA, de Jory John e Pete Oswald (tradução de Paula di Carvalho), harperkids [amazon]
O OVO BONZINHO, de Jory John e Pete Oswald (tradução de Paula di Carvalho), harperkids [amazon]
CIÊNCIA EM VERSOS, de Jon Scieszka e Lane Smith, companhia das letrinhas [amazon]
A coleção O GATO PETE:
O GATO PETE: EU AMO MEU TÊNIS BRANQUINHO, de Eric Litwin e James Dean, harperkids [amazon]
O GATO PETE QUER DORMIR, de James Dean e Kimberly Dean, harperkids [amazon]
O GATO PETE E OS QUATRO BOTÕES BACANÕES, de Eric Litwin e James Dean, harperkids [amazon]
O GATO PETE E OS BOLINHOS DESAPARECIDOS, de Kimberly Dean e James Dean, harperkids [amazon]
Outras traduções minhas que ganharam o selo “Altamente Recomendável” na categoria Tradução/Adaptação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil:
O MURO, de Peter Sís, companhia das letrinhas [amazon]
A CONFERÊNCIA DOS PÁSSAROS, de Peter Sís, companhia das letrinhas [amazon]
O PILOTO E O PEQUENO PRÍNCIPE, de Peter Sís, companhia das letrinhas [amazon]
FÉRIAS COM SORVETE, de Peter Sís, companhia das letrinhas [amazon]
CONTOS DE LUGARES DISTANTES, de Shaun Tan, cosacnaify - depois relançado como CONTOS DOS SUBÚRBIOS DISTANTES pela darkside [amazon]
A COISA TERRÍVEL QUE ACONTECEU COM BARNABY BROCKET, de John Boyne e Oliver Jeffers, companhia das letrinhas [amazon]
Meu infantojuvenil preferido na Usborne:
POLÍTICA PARA INICIANTES, de Alex Frith, Rosie Hore, Louie Stowell e Kellan Stover [amazon]
E um recente:
ATLÁS DESDOBRÁVEL DO CORPO HUMANO, da YoYo Books [amazon]
Lembro que estão abertas as inscrições para minha nova turma do CURSO PRÁTICO DE TRADUÇÃO DE LIVROS - INGLÊS-PORTUGUÊS na LabPub.
É minha décima-primeira turma! Cinco anos de curso!
(A foto da minha cara tem mais de cinco anos.)
Começa em 3 de junho. São 10 aulas, sempre nas noites de terça e quinta-feira. E muita prática de tradução, entre uma aula e outra. Mão na massa! Inclusive de livros infantis.
Os links abaixo são de trabalhos meus que foram lançados há pouco tempo ou que serão lançados em breve. Comprar pelos links da Amazon me rende uns caraminguás. Se puder, use os links. As datas podem mudar a qualquer momento e eu não tenho nada a ver com isso.
em abril
RASL, Jeff Smith, todavia
LÚCIFER: EDIÇÃO DE LUXO VOL. 5, Mike Carey, Peter Gross, Ryan Kelly, Colleen Doran, panini
CONAN, O BÁRBARO: A ERA CLÁSSICA VOL. 9, Val Semeiks, Michael Higgins, Ron Lim e outros, panini
STRANGER THINGS: CONTOS DE HAWKINS, Jody Houser, Caio Filipe, Sunando C, Giorgia Gio Sposito, Nil Vendrell, Dan Jackson, Nate Piekos, panini
SONIC VOL. 14: SOBRECARGA, Evan Stanley, Adam Bryce Thomas, Natalie Haines, geektopia
em maio
FICCIONÁRIO, Horacio Altuna, risco
O UNIVERSO DE SANDMAN: GAROTOS DETETIVES MORTOS, Pornsak Pichetshote, Jeff Stokely, Craif Taillefer, Javier Rodríguez, Miquel Muerto, panini
CONAN, O BÁRBARO 8, Jim Zub e Doug Braithwaite, panini
OS INVISÍVEIS: EDIÇÃO DE LUXO VOL. 4, Grant Morrison e um monte de gente, panini (tradução revisada e extras inéditos)
SONIC VOL. 15: GUERRA URBANA, Evan Stanley, Adam Bryce Thomas, Natalie Haines, geektopia
HAPPY ENDINGS, Lucie Bryon, risco
Anunciado esta semana pela Darkside, IRMÃOS MENÉNDEZ: SANGUE DE FAMÍLIA é o que eu vinha chamando de PROJETO BEVERLY HILLS.
Como eu disse à editora quando entreguei a tradução, o bom de traduzir esse livro foi que passei a gostar muito mais da minha família.
em junho
SAPIENS VOL. 3: OS MESTRES DA HISTÓRIA, Yuval Harari, David Vandermeulen e Daniel Casanave, quadrinhos na cia.
IRMÃOS MENÉNDEZ: SANGUE DE FAMÍLIA, Robert Rand, darkside
em julho
GUERRA EM GAZA, Joe Sacco, quadrinhos na cia.
ainda este ano
ESTÁ TUDO BEM VOL. 2, Mike Birchall, suma
GIBI S.A., Shawna Kidman, veneta
O ESPELHO DOS SONHOS, Paul Kirchner
ÔNIBUS 2, Paul Kirchner
TOTEM, Laura Pérez, nversos
LIMBO, Deb JJ Lee, nversos
vem aí
HOW TO e WHAT IF 2, Randall Munroe, companhia das letras
KRAZY & IGNATZ VOL. 2: 1919-1921, George Herriman, skript
FEEDING GHOSTS, Tessa Hulls, quadrinhos na cia.
mais BONE de Jeff Smith (e amigos), todavia
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS e ATRAVÉS DO ESPELHO, Lewis Carroll
+ Adrian Tomine, Dan Clowes, Shaun Tan, Will Eisner, James Tynion IV
+ Gato Pete, Lore Olympus, Conan, Kull
etc. etc. etc.
Todas as minhas traduções: ericoassis.com.br
Tá virando um esquema quase mensal anotar aqui meu diário de trabalho. A última vez foi na virapágina 083. Vou tentar resumir o que fiz nas últimas três semanas.
Estou na última-última-última revisão de CRUMB: A CARTOONIST’S LIFE. A entrega é no final do mês. Nas últimas duas semanas, trabalhei sob influência das primeiras resenhas do livro (todas positivas) e entrevistas com o autor Dan Nadel - inclusive num podcast onde aprendi que não se fala “nêidel”, e sim “nadéu”. No mesmo podcast, ele anuncia que o próximo livro dele vai ser a biografia definitiva de… Jack Kirby!
Crumb em Nova York na última terça-feira, dia 15, para o lançamento do livro. Foto daqui.
O novo omnibus de Conan está entregue. Estou em um breve período de férias da Era Hiboriana. Crom que me esqueça por uns dias.
O ESPELHO DOS SONHOS, de Paul Kirchner, também está entregue à Risco. Uma surpresa nesse trabalho foi aprender um pouco de história dos quadrinhos. Mais detalhes quando o material sair. Daqui a uns dias começo a tradução de O ÔNIBUS VOL. 2, do mesmo autor.
Tem três traduções que ainda não foram anunciadas pelas respectivas editoras: PROJETO CLIPS, PROJETO TIREZIA e PROJETO PORVIR. Este último é A Grande Tradução Doida de 2025. Depois eu falo mais a respeito.
Tem outros três projetos de tradução e edição meio em andamento, meio em hibernação.
O Ricardo Leite costuma fazer baba escorrer da minha boca com os vídeos mostrando seus originais de quadrinhos. Aí ele fez esse vídeo que escorreu lágrimas dos meus olhos. Uma homenagem. Obrigado de novo, Ricardo. (Só que eu não inventei traduttore, traditore - sou velho, mas nem tanto.)
Entrevistei o Ricardo sobre EM BUSCA DO TINTIN PERDIDO em 2022 e gostei muito desse papo.
Saiu o Prêmio Grampo! Fui um dos jurados!
Pelas regras do prêmio, não posso votar em quadrinhos que eu participei como tradutor. Sempre acho que minha participação tira pontos pras minhas traduções. Mesmo assim, duas delas apareceram no top 10 do Grampo: MINHA COISA FAVORITA É MONSTRO - LIVRO 2 e PONTOS FRACOS.
A minha lista pessoal de jurado do Grampo, com os melhores quadrinhos de 2024 lançados no Brasil, está aqui.
Das minhas colaborações com o canal 2Quadrinhos, saíram Lançamentos da Semana #37…
…Lançamentos da Semana #38…
…Lançamentos da Semana #39…
…e três 2Q News:
No Notas dos Tradutores, entrevistamos Diogo Prado - o cara da Baú Editora e meu editor de muito tempo em Conan e outros projetos:
E passei uns dias em Porto Alegre, vi alguns amigos e família, voltei e a vida segue.
De Mirko Ilic, aqui.
LA VERITÉ SUR L’AFFAIRE VIVÉS, Bastien Vivès, p. 14-15.
Frederik Peeters, aqui.
Jason, aqui.
Peguei meu pôster de homenagem à Lilian Mitsunaga da CCXP2025, com design do Giovanni Spinelli.
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E mais: com a parceria todavia + virapágina, você pode ganhar um quadrinho da Todavia todo fim de mês. Mais detalhes nessa edição extra.
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Meu nome é Érico Assis. Sou jornalista e tradutor. Escrevo profissionalmente sobre quadrinhos desde 2000, traduzo profissionalmente desde 2009. Sou um dos criadores do podcast Notas dos Tradutores, colaboro com o canal de YouTube 2Quadrinhos e com o programa Brasil em Quadrinhos do Ministério das Relações Exteriores. Dou cursos de tradução na LabPub. E escrevo esta newsletter.
Publiquei dois livros: BALÕES DE PENSAMENTO 1 e 2, disponíveis em formato digital e físico na Amazon.
Tem mais informações no meu website ericoassis.com.br.
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E que você vire ótimas páginas até a semana que vem.

































Você é o melhor tradutor que existe
Amo muio batatas. Tenho até uma personagem batata tbm. Se chama Batata.
Defendo muito que Batatas são o melhor alimento que existe, e todo derivado de batata é maravihoso.
Mais um livro que queria ler. Vida longa as batatas