103: DEZ MIL MANCHAS
10,000 ink stains, de jeff lemire | minhas semanas | dindim | páginas viradas | fim
Estava eu naquele evento de quadrinhos em Montevideo, em setembro do ano passado, e vi na programação um bate-papo com Jeff Lemire. Como era em Montevideo, devia ser uma Charla con Jeff Lemire.
Jeff Lemire no mesmo evento que eu? O cara do Grande Norte Gelado veio ao sul do sul do mundo? Tentam trazer o Lemire para eventos no Brasil faz anos e ele sempre inventa desculpa. Esses uruguaios são bons. E eu dei sorte.
Mas esse raciocínio foi de microssegundos, porque estava escrito na Charla con Jeff Lemire que seria uma participação via zoom. Os uruguaios iam ver Lemire no Grande Norte Gelado, em casa. Pelo menos ia ser ao vivo.
E então que estávamos eu e uns vinte uruguaios vendo o cabeção de Jeff Lemire numa tela plana, escutando e respondendo às perguntas de um mediador - um cara muito bom, aliás, que atende por MaGnUs - e, depois, às de quem quisesse perguntar. Eu tinha uma pergunta.
Jeff Lemire numa tela plana em Montevideo, setembro de 2024.
A pergunta de toda entrevista com Jeff Lemire é: como você faz tanta coisa?
Aquela cara de canadense pacato e bochechudo, quase dois metros de altura, o Clark Kent de Torontrópolis, esconde uma supermáquina de roteiro e desenho que pode estampar o nome em uns dez lançamentos de gibi do mês. Oito que ele escreveu, dois que ele escreveu e desenhou, quatro ou cinco que ele criou do zero com um parceiro.
Em 2017, na entrevista à Vulture com o título “Jeff Lemire É O Cara Que Mais Trabalha nos Quadrinhos”, ele tinha contrato de exclusividade com a Marvel Comics, onde escrevia séries mensais de EXTRAORDINÁRIOS X-MEN, CAVALEIRO DA LUA, O VELHO LOGAN e THANOS. O contrato, na prática, só excluía trabalhar com personagens da DC Comics - da qual ele havia sido exclusivo nos quatro anos anteriores -, pois ele podia fazer trabalho autoral em outras editoras. E, assim, ele também manejava BLACK HAMMER (roteiro) e seus derivados na Dark Horse, DESCENDER (roteiro), ROYAL CITY (roteiro e desenho) e A.D. AFTER DEATH (co-roteiro e desenho) na Image, e a graphic novel NADA A PERDER (roteiro e desenho) na Simon & Schuster. Ah, também escrevia mensalmente BLOODSHOT para a Valiant, porque era um compromisso que tinha assumido antes da exclusividade com a Marvel. Tudo no mesmo ano.
Ajuda um tanto que Lemire seja um expoente da dita “narrativa descompactada” dos quadrinhos: histórias mais espaçadas, com menos texto, menos quadros por página, contadas mais com imagem do que falas. Personagens de Lemire passam bastante tempo se olhando em silêncio ou contemplando a natureza - principalmente quando ele desenha, mas também quando seu estilo contamina o ou a desenhista pelo roteiro. Gibis de Lemire são leituras rápidas.
Quando eu traduzia SWEET TOOTH, sempre soprava um agradecimento para que os ventos levassem até o Grande Norte: 120 páginas viraram umas poucas laudas na tradução. Tinha páginas de um balão só, e era o personagem dizendo “Hã”. Pelas quais eu recebia o mesmo que a editora pagava pela página de um supercompactador, tipo Alan Moore.
Uma página recente de Lemire em FISHFLIES. Estou disponível para traduzir!
E a superprodutividade não prejudicava a qualidade. Ele tem seu Eisner Award na estante, mais meia dúzia de outros troféus, e frequenta as listas de indicados todo ano. Existem vários gibis medianos de Jeff Lemire, mas seu nome ainda tem peso numa capa. Também tem peso na escalação de um evento, como daquele em Montevideo.
Lemire diminuiu o passo desde aquela época dos dez gibis por mês, mas não porque trabalhou menos. Esteve envolvido com a adaptação de seu SWEET TOOTH para seriado da Netflix e, depois, multiplamente envolvido, até como showrunner, na adaptação de CONDADO DE ESSEX para o canal CBC. Teve que sair um pouco da prancheta para gerenciar câmeras e gente.
Nos quadrinhos, continua com uma produção fora da curva. Se um roteirista-operário do quadrinho norte-americano do mesmo nome de Lemire escreve uns três gibis por mês e o desenhista-operário desenha um - e conseguem pagar os boletos, sustentar família etc. -, Lemire escreve cinco e desenha dois todo mês.
Toda resposta de Lemire à questão “mas como você dá conta de tanta coisa?” é uma desconversa. Ele diz que é organizado, que a cabeça dele funciona assim, que veio de uma família da roça que tinha work ethic (espírito trabalhador). Nada disso, a meu ver, explica a capacidade criativa de bolar conceitos, transformar em histórias, estruturar em roteiros, às vezes botar esses roteiros em nanquim e aquarela - multiplicados por várias vezes, todo mês, toda semana, todo dia.
Não é só pra pagar as contas. Nem pra virar milionário. Não é também só botar pra fora alguma história que ele tem que contar, pois são várias histórias - as dele e as encomendadas. Tem coisa aí.
Capa de MAZEBOOK que não foi utilizada.
Naquele dia do evento em Montevideo, eu sabia que ele não ia responder a um fã sul-americano qualquer que pergunta, de novo, “mas como você dá conta?”. E também não queria encher o saco do homem com a pergunta de sempre. Mas comecei por ela.
“Senhor Lemire, o senhor está sempre escrevendo dezessete séries para a DC, mais doze para a Marvel, vinte trabalhos autorais, duas graphic novels…”
(Nesse ponto, o mediador resolveu se intrometer na minha pergunta: “e tem esposa, filho, cachorro, uma fazenda”. Lemire riu com seu cabeção na tela plana.)
“…e eu sei que o senhor nunca responde como dá conta de tudo isso. Então, em vez dessa pergunta, eu queria fazer um pedido: o senhor poderia ensinar como faz? Contar do seu processo de criação, como se organiza, como é ser um operário criativo, do seu jeito? Sei que é sacanagem pedir isso no meio de tanto trabalho, mas podia ser um livro.”
Ele fez uma cara de quem ia bufar. Mas ele é canadense, acho que canadenses não bufam.
Depois de dois segundos para pensar, ele, primeiro, entrou na ladainha de sempre: “Ah, sei lá, sou um cara organizado, eu trabalho as mesmas horas que todo mundo trabalha, funciono assim” etc.
E aí, no final da resposta, deu uma exclusiva internacional: “Mas, sim, algumas pessoas já me pediram algo nesse sentido. Eu estou trabalhando essa ideia e vai ter um anúncio em breve.”
Eu e o mediador arregalamos os olhos. Jeff Lemire finalmente vai entregar o ouro.
Detalhe da capa de 10,000 INK STAINS
O anúncio veio três meses depois. Era um livro mesmo: 10,000 INK STAINS: A MEMOIR. Lançamento da Dark Horse Books, previsto para julho de 2025.
Esperei. O livro saiu. Comprei. Li.
Em 208 páginas, Lemire respondeu minha dúvida?
Não.
10,000 INK STAINS (dez mil manchas de nanquim) é uma coleção de textos que Lemire escreveu sobre os principais projetos de sua carreira. Não todos, porque daria um livro com o triplo do tamanho. Trata principalmente dos que ele escreveu e desenhou: SWEET TOOTH, TRILLIUM, SOLDADOR SUBAQUÁTICO, APANHADORES DE SAPOS, MAZEBOOK, ROYAL CITY.
É curioso que o livro se diz uma comemoração de “25 anos de carreira”. Lemire errou nas contas: sua primeira publicação, um gibi independente que rodou trezentos exemplares, é de 2003 - há 22 anos. Ele só ganhou notoriedade em 2007, com CONDADO DE ESSEX, há dezoito anos. E conta que só conseguiu chamar o que fazia de carreira - ou seja, pagar as contas com quadrinhos - em 2009, depois de SWEET TOOTH. Há catorze anos.
O contraponto é que, para muitos, parece que Lemire está nos quadrinhos há mais de um quarto de século. Sua bibliografia - que ocupa duas páginas inteiras em letrinha pequena no fim do livro, e acho que não está completa - é muito maior do que vários quadrinistas fizeram na vida inteira. E tem mais um dado que humilha qualquer quarentão como eu: o homem ainda nem completou 50 anos.
Os “10.000” do título vêm daquela ideia popularizada por Malcolm Gladwell, em FORA DE SÉRIE, a de que você fica proficiente em alguma coisa depois de repetir dez mil vezes. Os Beatles tocaram dez mil horas em barzinho antes de virarem os Beatles, Bill Gates passou dez mil horas programando antes de virar o Bill Gates etc.
Parece que o título já é uma resposta do Lemire: eu faço o que eu faço, e me procuram pelo que eu faço, porque manchei o papel de nanquim dez mil vezes até chegar aqui. Se você quer fazer que nem eu, trabalhe.
Jeff Lemire jovenzito, em 2000 e pouco, trabalhando num canto do seu apartamentinho
Na verdade, ele despreza a ideia de que a experiência lhe vale algum patamar superior já na terceira linha do livro: “[O título] joga com aquela ideia de que leva dez mil horas de prática para a pessoa virar especialista numa coisa. Dito isso, não me considero um especialista em fazer quadrinhos. Não acho que isso seja possível.”
Tudo bem se o próprio Lemire não se achar extraordinário - e não se acha mesmo, pelo que escreve. Mas ele é um escritor, uma pessoa que vive de criar personagens, perfis psicológicos, motivações, de entender pessoas. Pessoas de mentira, mas verossimilhantes. Ele não pode parar um pouquinho e esmiuçar o personagem Jeff Lemire?
Na introdução, ele promete que vai fazer isso. Que o livro vai ser o momento de “processar” tudo que passou nesse quarto de século na prancheta e pensar no que ele ainda quer da carreira.
Imagino que o livro tenha atingido o objetivo. Mas só para ele. Não para nós.
Ou não para mim. Talvez eu queira saber demais da vida privada, bastante privada, desse pacato cidadão canadense bochechudo e tão, tão modesto.
É que eu sou a pessoa que gosta de ouvir o autor e a autora contarem que horas eles acordam. Se vão na academia antes ou depois de começar a trabalhar, ou nunca. Se preferem trabalhar de dia ou de madrugada. Quantas horas por dia. Se estabelecem metas diárias, semanais, mensais. Como administram o tempo de trabalho e de família, ou com os amigos, ou se precisam se excluir da sociedade. Trabalham em um cantinho da casa ou num estúdio?
Gosto de saber que o Stephen King tem que escrever todas as manhãs para não passar o dia rabugento. Que o David Mack trabalhava três semanas por mês, non-stop, e viajava na quarta. Que o Dave McKean almoça às quatro da tarde. Que o Rubem Fonseca assistia um filme por dia. Que Simenon se trancava num quarto de hotel até parir um livro.
É uma obsessão umbiguista. Meu trabalho de tradutor não é nem de longe tão criativo quanto o de Lemire ou dos outros que eu citei, mas ainda é criativo e exige administração de tempo, ímpeto e estímulo que, tal como os citados, parte apenas de dentro. Nossos únicos chefes são os prazos (mais dos boletos do que das entregas, acredite), e às vezes é a mera vontade de colocar no mundo alguma coisa que o mundo não quer nem precisa. Quero aprender com eles essa coisa tão mundana que é gerenciar 24 horas por dia numa vida criativa.
Ilustração de estudo para CONDADO DE ESSEX.
Jeff Lemire, no livro, descreve algumas cenas de trabalho, mas só do início de carreira. Ele trabalhava num restaurante quando começou nos quadrinhos. Saía de lá a altas horas da madrugada, dormia pouco e aproveitava o dia para desenhar. Ele e a esposa tinham um cantinho de trabalho no apartamento.
Em termos de explicar a tal da work ethic, é praticamente só isso. Ele não conta como ficou sua organização e seu ambiente de trabalho depois que a carreira virou ganha-pão. Não mostra uma mísera foto do seu estúdio atual. Não explica o que faz quando a esposa e o filho reclamam férias. Poxa, Jeff Lemire.
Tive que me contentar com algo que está mais nas entrelinhas do que no texto. Ou que eu interpretei assim, pois não quero botar palavras na boca de Jeff Lemire. (Seria legal se ele usasse mais as palavras.)
Lemire lembra várias vezes que cresceu em uma fazenda do Ontario, num ambiente muito parecido com o que retrata em CONDADO DE ESSEX, “onde o vizinho mais próximo ficava a quilômetros”. Não fala se tinha irmãos ou irmãs, mas que tinha gibis desde muito pequeno, e papel para desenhar. A vida solitária, criando universos, começou cedo.
Só conseguiu fazer universidade porque, no Canadá, os cursos são baratos. Fez curso de Cinema. Depois de formado, foi trabalhar de cozinheiro em restaurante - não só por falta de oportunidades com o diploma, mas porque não estava a fim de trabalhar com equipes gigantes. Preferia a solidão da prancheta.
Produziu os primeiros gibis, em formato fanzine, por conta própria. Conta com detalhes a alegria de quando ganhou uma bolsa, o famoso Xeric Grant, para produzir sua primeira graphic novel. E a felicidade de quando teve trabalho aprovado em uma editora. E a incredulidade quando passou a ser procurado pelas editoras. E o êxtase quando ouviu um ídolo de infância, Marv Wolfman, lhe contar que lia tudo que ele escrevia.
Durante toda essa trajetória, ele lembra que era - ainda é - um moleque da fazenda que só queria - quer - manchar a página com nanquim. E que viver de fazer isso não era nem um sonho; era impensável. Mas é o que ele faz há quase vinte anos. Não parece real.
Além disso, ele tem seus problemas com depressão e ansiedade - que voltam de vez em quando, pelo que ele conta. Sobre o ponto em que sua carreira deslanchou com CONDADO DE ESSEX, ele escreve: “Eu finalmente busquei tratamento para depressão e comecei a tomar remédios. Sei que remédio não é a resposta para todo mundo, mas, da minha parte, mudou tudo. Meu herói das artes, David Lynch diz que ‘a negatividade é inimiga da criatividade’, e eu acredito muito nessa frase. A ideia do artista sofredor é, na minha opinião, um monte de asneira. Quando eu era sofrido, eu não pensava direito, quanto menos conseguia ser criativo. Quanto mais eu fiquei seguro com o trabalho, e mais satisfeito com a vida, mais me soltei para ser criativo e fazer mais quadrinhos.”
Lemire não responde como faz o que faz, nem ensina como faz, nem mostra como faz. Mas li, nas entrelinhas, por que ele faz o que faz. Se ele parar, pode ser que a realidade vença.
Quero deixar de epílogo um trecho que me marcou de 10,000 INK STAINS, da página 72-73. Tem a ver com a minha conclusão.
“Ouvi, à boca pequena, que um executivo da DC pregou a capa de SWEET TOOTH n. 1 na porta do escritório e rabiscou alguma zombaria por cima. Eu entendo, em parte. SWEET TOOTH não tinha nada a ver com as outras mensais da DC. Eu sei que meu estilo de desenho é ame ou odeie. Ou você curte ou você não aceita. Fiz as pazes com isso há muito tempo. Não sei desenhar igual ao Jim Lee ou ao Bryan Hitch. Só sei desenhar como Jeff Lemire, e convivo muito bem com isso. Sei que às vezes minhas páginas são esquisitas, mas também acho que as falhas fazem parte do charme e da energia do que eu faço, e eu não mudaria por nada. Sou quem eu sou, e tenho sorte de bastante gente gostar do que eu faço a ponto de que eu posso continuar fazendo. Para mim, está bom assim.
Acontece que aquele executivo da DC que desprezou SWEET TOOTH no editorial nem está mais no ramo, e SWEET TOOTH virou um seriado da Netflix que foi assistido por mais de 60 milhões de pessoas. Gus e eu vencemos essa batalha.”
Foi o jeito mais bonito que eu já vi alguém escrever “enfia meu desenho e a sua porta no cu”. E que bom ver o Lemire consegue fugir, um pouquinho que seja, da modéstia.
10,000 INK STAINS: A MEMOIR [amazon]
Traduzi alguns quadrinhos de Jeff Lemire, mas parece que todos estão fora de catálogo. Se você quiser caçar usados, foram esses:
SWEET TOOTH: EDIÇÃO DE LUXO VOL. 1 [amazon]
SWEET TOOTH: EDIÇÃO DE LUXO VOL. 2 [amazon]
SWEET TOOTH: EDIÇÃO DE LUXO VOL. 3 [amazon]
SWEET TOOTH: O RETORNO [amazon]
TRILLIUM [amazon]
HIT-GIRL NO CANADÁ (com Eduardo Risso) [amazon]
CORINGA: UM SORRISO DE MATAR (com Andrea Sorrentino) [amazon]
Recomendo muito, ainda em catálogo:
CONDADO DE ESSEX (tradução de Dandara Palankof) [amazon]
O Carlos Bertazzo, um lemirepletista contumaz, também leu o 10,000 INK STAINS e tem perspectivas legais - como a de que o Lemire lembra Lourenço Mutarelli [bluesky]
Depois de um final de julho congestionado, em que eu estava fazendo malabarismo com cinco projetos, passei as duas primeiras semanas de agosto focado em duas traduções.
Traduzi 80 laudas do PROJETO SHANG e terminei a primeira fase. É um quadrinho, um quadrinho bem comprido, e vai exigir horas de pesquisa durante a segunda fase. Mas estou feliz de ter encerrado a primeira fase, porque senti que não ia acabar nunca.
Traduzi 116 laudas do PROJETO AGATHA12. Está indo mais rápido do que eu planejava, mas ainda falta um tempo para terminar a primeira fase.
Durante a semana, apareceram mais quatro projetos. Três são traduções, que eu começo na semana que vem. Um é uma novo serviço de edição para a Comix Zone - mais ou menos no esquema que eu fiz de BIFE DE UNICÓRNIO: SÓ O FILÉ. Já dei o primeiro tapa.
Aguardando a resposta de uma entrevista. Aguardando a resposta de uma editora quanto a uma matéria. Entendo o Jeff Lemire quando ele não quer trabalhar com os outros. Esperar os outros é chato.
No 2Quadrinhos, colaborei no Lançamentos da Semana número 56, com MORTE À SALSICHA, HAPPY ENDINGS e um Garth Ennis bom…
… e no Lançamento da Semana 57, com GOON, PAZ NA TERRA e o problema da adaptação de GOOD OMENS para quadrinhos.
Também colaborei no 2QNews com a simpática história do cara que quer ler tudo dos oitenta e tantos anos do Superman…
…e nesse com o papo de boicote ao próximo Festival d’Angoulême.
E as duas semanas passaram rapidinho.
Os links abaixo são de trabalhos meus que foram lançados há pouco tempo ou que serão lançados em breve. Comprar pelos links da Amazon me rende uns caraminguás. Se puder, use os links. As datas podem mudar a qualquer momento e eu não tenho nada a ver com isso.
em agosto
BIFE DE UNICÓRNIO: SÓ O FILÉ, Gabriel Dantas, comix zone (editei)
UMA BOA NOITE DE SONO, Emma Chichester Clark, harperkids
CONAN, O BÁRBARO 9, Jim Zub e Danica Brine e outros, panini
A ESPADA SELVAGEM DE CONAN 3, Cary Nord, Frank Tieri e outros, panini
em setembro
O PRIMEIRO GATO NO ESPAÇO E A FÚRIA DO CLIPS, Mac Barnett e Shawn Harris, baião
ESTÁ TUDO BEM vol. 2, Mike Birchall, suma
PATRULHA DO DESTINO POR RACHEL POLLACK VOL. 2, Rachel Pollack, Richard Case, Ted McKeever, Mark Wheatley e cia., panini
HELLBLAZER - EDIÇÃO DE LUXO VOL. 11, Phil Jenkins, Sean Phillips e outros, panini (traduzi três histórias)
ainda este ano (já anunciados pelas editoras)
GIBI S.A., Shawna Kidman, veneta
TOTEM, Laura Pérez, nversos
LIMBO, Deb JJ Lee, nversos
em 2026
CRUMB: A CARTOONIST’S LIFE, Dan Nadel, todavia
vem aí
HOW TO e WHAT IF 2, Randall Munroe, companhia das letras
KRAZY & IGNATZ VOL. 2: 1919-1921, George Herriman, skript
FEEDING GHOSTS (a vencedora do Pulitzer!), Tessa Hulls, quadrinhos na cia.
mais BONE de Jeff Smith (e amigos), todavia
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS e ATRAVÉS DO ESPELHO, Lewis Carroll
+ Adrian Tomine, Dan Clowes, Shaun Tan, Will Eisner, Alan Moore, Zidrou, Eva Illouz, Agatha Christie
+ Gato Pete, Lore Olympus, Conan, Kull, Lobo, Stranger Things, Patrulha do Destino
etc. etc. etc.
Todas as minhas traduções: ericoassis.com.br
Pobrezinhos: tanto raciocínio, tanto esforço só para ganhar um agrado.
Hora do café!
Oooh, rosquinha!
De Tom Gauld [bluesky]
Um tributo de Kevin O’Neill (1953-2022) a Katsuhiro Otomo e AKIRA. Via Colin Smith [bluesky]
Artyom Trakhanov homenageando Kirby [bluesky]
De FML n. 5, por Kelly Sue DeConnick, David López, Cris Peter e Clayton Knowles [kindle]
De Camille Jourdy em PÉPIN ET OLIVIA [kindle]
Jefferson Costa botando o Superman em seu lugar em SUPERMAN: O MUNDO. [amazon]
“Um agente que me representava em 2008 foi testemunha de um leilão no qual uma página de Enki Bilal foi vendida por 150 mil euros. Ele me contou que foram três compradores, a página tinha três quadros, eles cortaram a página com tesouras diante de um tabelião e cada um levou o quadro pelo qual tinha pago. Às vezes, o mundo dos originais de quadrinho é muito doido.”
Resumo: cortaram um Bilal. [facebook]
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Meu nome é Érico Assis. Sou jornalista e tradutor. Escrevo profissionalmente sobre quadrinhos desde 2000, traduzo profissionalmente desde 2009. Sou um dos criadores do podcast Notas dos Tradutores, colaboro com o canal de YouTube 2Quadrinhos e com o programa Brasil em Quadrinhos do Ministério das Relações Exteriores. Dou cursos de tradução na LabPub. E escrevo esta newsletter.
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E que você vire ótimas páginas até a semana que vem.



























Gosto de obras em que o artista compartilha suas experiências. Algumas vai trazer dicas objetivas, mas acompanhar um pouco da rotina deles, como um bate-papo, é bem interessante.
Tbm adoro detalhes da rotina dos artistas, Érico! Que texto legal!