090: MUTUNAS
kitty pryde e a palavra com n | meu curso na labpub | dindim | fim
Jackson Guice, desenhista de gibis de hominho, morreu no dia 1 de maio. Tinha só 63 anos.
Eu acompanhava gibis com Jackson Guice há quase quarenta anos - Flash, X-Factor, Capitão América - ou seja, desde que o cara tinha vinte e poucos. Sempre me assusta como desenhista de gibi começa muito cedo em trabalhos grandes.
Dava para reconhecer o desenho de Jackson Guice pela anatomia unicamente guiceana: as pessoas tinham braços e mãos um pouquinho acima do natural, como orangotangos.
Lembrei que Guice desenhou essa história, uma das que mais me marcou nos X-Men. A história de Larry Bodine.
Tecnicamente não é uma história dos X-Men. É dos Novos Mutantes - e que, no Brasil, nem saiu numa revista dos X-Men, mas em O INCRÍVEL HULK n. 95, de 1991. O roteiro é do grande cabeça de X-Men e tudo que envolve mutantes: Chris Claremont. Guice desenhou, Kyle Baker foi pesado no nanquim.
Larry Bodine é o personagem que estreia nessa edição. Os Novos Mutantes - a equipe de adolescentes mutantes em treinamento na Escola Xavier (na época comandada pelo Magneto, mas isso é outra história) - é convidada para um baile de outra escola, de adolescentes “normais”, e viram amigos do tal Larry Bodine. Larry acabou de vir de transferência de outra escola, está deslocado entre os “normais”, se enturma com os outros estranhos.
Bodine também é mutante, mas esconde que é. Os alunos da Escola Xavier também escondem. Estamos na época de auge da perseguição aos homo superior, aqueles que são temidos, incompreendidos e odiados pela sociedade. Ninguém vai contar pro outro que é mutante no primeiro dia de amizade.
Bodine e os Novos Mutantes/novos amigos saem do baile pra uma lanchonete. Papo vem, papo vai, Larry Bodine conta uma piada racista: “Quantos mutantes precisa pra se trocar uma lâmpada?”
Ninguém ri. Ele puxou a piadota por nervosismo, pra se enturmar. Os outros fecham a cara e vão embora. Bodine fica sozinho na lanchonete.
Ele volta para casa e recebe um telefonema. Alguém diz que ele acaba de ser denunciado para o X-Factor, um grupo de captura e eliminação de mutantes (é o que o X-Factor supostamente faz, mas isso é outra história). Ele já tinha recebido um bilhete com uma ameaça parecida durante o baile.
O telefonema e a piada eram pegadinha dos seus colegas “normais” da escola “normal”. Eles nem sabiam que Bodine era mutante, só queriam zoar com o novato esquisito.
Larry Bodine se suicida.
No dia seguinte, os Novos Mutantes descobrem que Larry Bodine também era um mutante - e escondia que era um mutante, tal como eles.
Rola mais um pouco de trama mostrando os Novos Mutantes arrependidos, um deles vai se vingar dos alunos que fizeram a pegadinha com o Bodine, os outros tem que convencer que vingança não leva a nada etc. etc. Termina com uma cena em que Kitty Pryde (que é mais conhecida como x-man, mas na época estava nos Novos Mutantes, mas isso é outra história) discursa no colégio de Bodine, falando do perigo de pegadinhas como aquela e do perigo de rotular as pessoas.
Sem se identificar como mutante, Kitty discursa: “O problema é que, quando chamaram Larry Bodine de mutuna, a dor foi grande… porque ele era (…) É fácil ser engraçadinho, tirar sarro dos outros! Tentem ficar do outro lado! Se queremos aprender alguma coisa com a morte de Larry, deve ser isso!”
“Era só brincadeirinha” - “We Were Only Foolin’” no original NEW MUTANTS n. 45 - é muito lembrada entre fãs oitentistas de X-Men e de mutantes em geral por duas coisas.
Primeiro, por tratar de suicídio adolescente, tema bem pesado para uma época em que esses gibis eram lidos de fato por crianças e adolescentes. X-Men e mutantes sempre foram uma metáfora-super de qualquer grupo real que é perseguido e que sofre com a intolerância - negros, judeus, todo o espectro LGBTQIA+, neurodivergentes etc. Misturar essa metáfora com racismo estrutural, piadinhas racistas e suicídio lembra (ou ensina) que isso é tragicamente comum nos preconceitos do mundo real.
O segundo motivo pelo qual a história é muito lembrada - neste caso, só pelos fãs que leram em inglês - é por ser uma das ocasiões em que Kitty Pryde usa a palavra nigger.
Está no início do discurso que eu já citei. E ela não fala apenas nigger.
“Afinal, quem era ele, que nos trouxe a essa despedida?
Quem sou eu?
Uma mina quatro-olhos, CDF, chata, metida, judia, esnobe, esquisita, monstrinha, lá da Escola do Xavier!
Não gostaram das palavras? Já ouvi melhores. Já ouvi piores. Quem nunca? Ouvimos tanto, e é tão casual, que talvez esqueçamos o quanto elas doem.
[Seguem impropérios em inglês para negros, latinos, italianos, chineses, homossexuais e mutantes]. A lista é comprida. E cruel.
São rótulos. São ofensas.
E doem.”
Nos Estados Unidos, essa edição de NEW MUTANTS foi publicada em 1986. Este ano, agora em fevereiro, ela foi republicada como a história que abre o tijolinho NEW MUTANTS EPIC COLLECTION: FALLEN ANGELS. Assim:
Percebeu as tarjas pretas?
Não sei se é diretriz editorial da Marvel, mas parece que é: seus quadrinhos não podem mais usar termos pejorativos. Independentemente de a história ter sido publicada há quarenta anos e independentemente do contexto. É óbvio que Kitty Pryde está se posicionando contra os termos pejorativos, mas ainda assim eles não podem aparecer.
Como eu já disse, foi só uma das vezes em que Kitty Pryde usou a palavra nigger. Os fãs oitentistas também lembram de uma cena na série principal dos X-Men (UNCANNY X-MEN 196, agosto de 1985 - roteiro de Claremont de novo, desenhos de John Romita Jr. e Dan Green, cores de Glynis Oliver, letras de Tom Orzechowski) em que Kitty está conversando com um universitário negro:
Nigger virou “preto fedido” na primeira publicação dessa história no Brasil, em GRANDES HERÓIS MARVEL 27, em 1990 (o crédito da tradução é do Estúdio Art & Cômics):
E foi republicada em português há pouco tempo, em A SAGA DOS X-MEN 9 (com tradução de Mario Luiz C. Barroso):
Mario - meu colega de podcast - me comentou que decidiu traduzir nigger como “tição” depois de uma conversa com Conceição Lourenço, jornalista e ex-editora da revista Raça Brasil, para encontrar um termo pejorativo que combinasse com a cena. Numa conversa recente com o podcast Confins do Universo - em que eu também estava - Mario disse que é seu procedimento padrão conferir termos carregados como esse com quem é mais versado em discussões sobre preconceito.
Eu mesmo me deparei, como tradutor, com outra ocasião de Kitty Pryde apelando para o termo no meio de uma discussão.
Foi em X-MEN: GOD LOVES, MAN KILLS, a graphic novel icônica dos X-Men por Claremont, Brent Eric Anderson, Steve Oliff e Tom Orzechowski de 1982. Além de ser uma das melhores histórias dos X-Men de todos os tempos, ela ficou conhecida como a introdução do termo mutie - o termo pejorativo para mutantes no universo Marvel. Ou seja, o nigger dos mutantes.
Numa das cenas iniciais, Kitty Pryde troca socos com um colega da aula de dança que a chamou de mutie-lover (literalmente “apaxionada por mutuna” - ele não sabe que Kitty é mutante) e que apoia o extermínio dos mutantes.
A professora de dança, Stevie Hunter, diz para Kitty se acalmar. “São só palavras, minha criança.”
Aí, Kitty estoura com ela: “E se ele me chamasse de nigger-lover, Stevie?”
GOD LOVES, MAN KILLS é um dos quadrinhos que eu mais reli na vida - tem muita chance de ser a mais relida de outros fãs de X-Men. Eu a conheci em 1986 como X-MEN: O CONFLITO DE UMA RAÇA, publicada em formato avantajado pela Editora Abril…
…em que mutie foi traduzido por Leandro Luigi del Manto como “mutuna” - e assim ficou eternizado - e aquele balão da Kitty Pryde ficou assim: “Suponha que ele começasse a insultar os negros, Stevie.”
A Panini republicou a graphic novel em 2003 com o nome X-MEN: DEUS AMA, O HOMEM MATA. Agora com tradução de Jotapê Martins e Helcio de Carvalho, Kitty diz: “E se ele tivesse me chamado de ‘chegada de crioulos’, Stevie?”
E aí, vinte anos depois, a própria Marvel resolveu reeditar GOD LOVES, MAN KILLS numa “versão estendida”, também revisada. Claremont e Anderson acrescentaram algumas páginas (que não fazem falta) e mudaram uma e outra palavra do texto original. As palavras ofensivas, claro.
O balão ganhou uma tarja:
A edição estendida saiu com prefácio de um escritor negro, John Jennings, comemorando a tarja:
… fico contente que os editores desta republicação decidiram não cancelar nem apagar, mas remover em parte o termo que começa com N. O racismo é uma praga feroz no coração e na mente humanas. O fato de que só se precisa dizer uma letra comprova sua influência. A palavra que começa com N está, hoje e sempre, atada aos sistemas complexos com os quais ainda tentamos lidar, inclusive no momento em que escrevo estas palavras.
E vem com um posfácio de Chris Claremont, no qual ele declara que a outra alteração aconteceu em balões de personagens latinos:
…temos uma cena em que Kitty Pryde, fugindo dos Purificadores do Reverendo Stryker, depara-se com uma gangue das ruas de Nova York. As falas da gangue suscitam preocupação entre diversos leitores de hoje. Ironicamente, a cena fica em desacordo com um momento parecido no começo da história, quando Kitty usa uma certa palavra para argumentar quanto a preconceito com sua professora, Stevie Hunter. O momento do começo, que é crucial à trama, eu defendo. O segundo, especialmente depois de conversar com amigos hispânicos, nem tanto.
Por conta dessas mudanças, suponho eu, a Panini resolveu retraduzir GOD LOVES, MAN KILLS na íntegra. E a função, por um grande acaso, caiu para mim.
Já falei que é a graphic novel que eu mais reli na vida? Deve ser um dos quadrinhos que eu mais reli na vida. Somei mais três leituras quando traduzi.
Na minha versão, depois que Kitty Pryde é chamada de “paga-pau de mutuna” pelo colega racista, ela solta para Stevie Hunter: “E se ele tivesse dito que eu sou paga-pau de crioulo, Stevie?”
Antes dessa tradução, eu já tinha tido umas aulas sobre tradução de termos pejorativos quando traduzi os três volumes de A MARCHA, sobre a história de Martin Luther King, John Lewis e o movimento pelos direitos civis nos anos 1960. E o que eu aprendi lá foi que… é complicado. Não dá pra fazer equivalência exata entre os termos pejorativos dos EUA e os do Brasil. Eles têm pesos, medidas e históricos diferentes. A palavra nigger deles é o nossa crioulo? Dá pra escrever uma tese sobre essa pergunta.
Conversei com a editora da minha tradução, Dandara Palankof - que, além de editora, é uma pessoa negra e uma pessoa tradutora - sobre essa cena.
Primeiro, se devíamos usar tarjas como os gringos. Ela disse que já tinha decidido contra. “É o mesmo princípio de reescrever Monteiro Lobato, sabe?”
E, segundo, como traduzir nigger? Falamos que “crioulo” é um termo antigo… mas a história é antiga. E que, por mais que “preto” tenha sido assimilado pelo movimento negro no Brasil como termo de orgulho, se considerarmos os anos 1980 da história, “preto” ainda era um termo ofensivo.
“Paga-pau de preto”. Gostei da aliteração: p p p. Foi assim que entreguei.
Virou “crioulo” nas revisões e decisões de edição.
Teve um Notas dos Tradutores em que conversamos sobre essa tradução:
Saiu mais uma tradução de GOD LOVES, MAN KILLS - a quarta tradução no Brasil - no mês passado, em FABULOSOS X-MEN: EDIÇÃO DEFINITIVA vol. 10. Leandro Luigi del Manto (traduzindo pela segunda vez, mais de trinta anos depois da primeira), fez Kitty Pryde falar “simpatizante de negros”.
Cada tradução, um jeito de lidar com nigger. Porque é complexo.
Na época original dessas HQs, entre 1982 e 1986, nigger estava começando a virar tabu na mídia dos EUA.
Era um termo ofensivo, sim, desde sempre. Segundo o linguista John McWhorter, surgiu no século 17 quando marinheiros dos EUA tentavam repetir negro como os espanhóis que traziam escravos. Saía nigger.
Foi amplamente usado como sinônimo de “pessoa negra” até início do século 20. Começou a ser evitado depois do Movimento pelos Direitos Civis nos anos 1960. Martin Luther King falava negro (com a pronúncia ni-grou) para se referir a pessoas negras.
Nos anos 1980, já era comum cenas como as da Kitty Pryde: uma pessoa branca falando nigger para ofender de propósito uma pessoa negra. Ou seja, não era mais racismo inocente, era racismo consciente. Ou - olha eu passando pano pra Kitty Pryde - provocando o interlocutor a lembrar que o racismo existe, tanto contra pessoas negras quanto contra pessoas mutantes.
Nigger virou proscrito nos EUA depois do julgamento de O.J. Simpson e toda discussão sobre racismo que o processo gerou. Foi em 1994, anos depois desses gibis dos X-Men. Da década de 1990 em diante, virou termo de orgulho entre alguns setores da cultura afroamericana - pronunciado e grafado nigga, desde que por pessoas negras (McWhorter trata nigga como uma palavra diferente). Ainda assim, tende a ser evitado em cinema, TV, literatura e quadrinhos.
Nos EUA, se alguém quer mencionar que a palavra existe, usa-se the n-word, “o termo que começa com N”. A não ser que você queira ser um provocador - Quentin Tarantino, por exemplo, adora testar até onde vai o tabu. Aí você usa, literalmente, todas as letras.
Os fãs gringos têm bem marcadas essas três ocasiões em que Kitty Pryde fala nigger. Circula até um “meme-denúncia” contra a x-garota:
Não mostrei como ficou essa última cena - a da história do Larry Bodine, em que Kitty Pryde despeja não só nigger, mas soma três impropérios xenofóbicos e um homofóbico - na edição brasileira.
(Primeira e única publicação dessa história no Brasil, até o momento.)
É bom lembrar que, em 1991, a Editora Abril publicava os quadrinhos no famoso formatinho. Eram revistas reduzidas em relação ao formato original, o que implicava em balões menores e cortes de texto. Às vezes a tesourada pegava forte.
Como o Art & Comics - o estúdio creditado pela tradução da história - resolveu a lista de ofensas? Simples: “Não gostam das palavras? Eu já ouvi piores! Vocês, também!”
E só.
Citados acima:
Sobre a morte de Jackson Guice [comics beat]
NEW MUTANTS EPIC COLLECTION: FALLEN ANGELS, que republicou a história de Larry Bodine este ano [amazon]
X-MEN: DEUS AMA, O HOMEM MATA - VERSÃO ESTENDIDA - minha tradução está esgotada, mas às vezes reaparece nos usados [amazon]
A SAGA DOS X-MEN 9 [amazon]
OS FABULOSOS X-MEN: EDIÇÃO DEFINITIVA 10 [amazon]
A MARCHA: JOHN LEWIS E MARTIN LUTHER KING EM UMA HISTÓRIA DE LUTA PELA LIBERDADE, HQ em três volumes sobre o movimento pelos direitos civis nos EUA (traduzi) [amazon]
O episódio de Notas dos Tradutores em que discutimos DEUS AMA, O HOMEM MATA [spotify]
O episódio do Confins do Universo em que eu, Mario Barroso e Drik Sada fomos convidados a falar sobre tradução [universo hq]
“How the N-Word Became Unsayable”, de John McWhorter [new york times]
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É minha décima-primeira turma! Cinco anos de curso!
(A foto da minha cara tem mais de cinco anos.)
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O UNIVERSO DE SANDMAN: GAROTOS DETETIVES MORTOS, Pornsak Pichetshote, Jeff Stokely, Craif Taillefer, Javier Rodríguez, Miquel Muerto, panini
CONAN, O BÁRBARO 8, Jim Zub e Doug Braithwaite, panini
CONAN, O BÁRBARO: A ERA CLÁSSICA VOL. 9, Val Semeiks, Michael Higgins, Ron Lim e outros, panini
OS INVISÍVEIS: EDIÇÃO DE LUXO VOL. 4, Grant Morrison e um monte de gente, panini (tradução revisada e extras inéditos)
SONIC VOL. 15: GUERRA URBANA, Evan Stanley, Adam Bryce Thomas, Natalie Haines, geektopia
STRANGER THINGS: CONTOS DE HAWKINS, Jody Houser, Caio Filipe, Sunando C, Giorgia Gio Sposito, Nil Vendrell, Dan Jackson, Nate Piekos, panini
Entrou em pré-venda O GATO PETE VIAJA NA MAIONESE, de Kimberly e James Dean. É minha sexta tradução da série do Gato Pete. Sai em junho. [amazon]
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MONSTROS DA UNIVERSAL: O MONSTRO DA LAGOA NEGRA, Ram V, Dan Watters, Matthew Roberts, Trish Mulvihill, darkside
MONSTROS DA UNIVERSAL: FRANKENSTEIN, Michael Walsh, Toni Marie Griffin, darkside
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GIBI S.A., Shawna Kidman, veneta
O ESPELHO DOS SONHOS, Paul Kirchner
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LIMBO, Deb JJ Lee, nversos
WILL EISNER: UMA BIOGRAFIA EM QUADRINHOS, Stephen Weiner e Dan Mazur
vem aí
HOW TO e WHAT IF 2, Randall Munroe, companhia das letras
KRAZY & IGNATZ VOL. 2: 1919-1921, George Herriman, skript
FEEDING GHOSTS, Tessa Hulls, quadrinhos na cia.
mais BONE de Jeff Smith (e amigos), todavia
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS e ATRAVÉS DO ESPELHO, Lewis Carroll
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Meu nome é Érico Assis. Sou jornalista e tradutor. Escrevo profissionalmente sobre quadrinhos desde 2000, traduzo profissionalmente desde 2009. Sou um dos criadores do podcast Notas dos Tradutores, colaboro com o canal de YouTube 2Quadrinhos e com o programa Brasil em Quadrinhos do Ministério das Relações Exteriores. Dou cursos de tradução na LabPub. E escrevo esta newsletter.
Publiquei dois livros: BALÕES DE PENSAMENTO 1 e 2, disponíveis em formato digital e físico na Amazon.
Tem mais informações no meu website ericoassis.com.br.
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E que você vire ótimas páginas até a semana que vem.





























Achei muito interessante a comparação dessa tradução ao longo do tempo, tentando entender a mudança, e mostrando que a tradução é fruto do seu tempo.
Mostrei outro dia para minha mãe uma edição moderna com uma história de Carl Barks (A lua de 24 quilates) e ela ficou indignada com a tradução diferente da edição que ela tinha (um Pato Donald de 1962 - meu gibi mais antigo). Para ela, a tradução tinha que ser igual sempre (argumentei, mostrei até o texto original, mas não consegui mudar sua opinião)!
Boa matéria sobre o assunto. X-men se tornou meu quadrinhos favorito por trazer essas questões numa época em que eu era um adolescente ignorante. Saber que tanto tempo depois um quadrinhos desses ainda suscita essas reflexões é impressionante. Obrigado Érico.